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Meu Primeiro Dividendo: veja estratégias para ter renda extra com ações da bolsa

Meu Primeiro Dividendo: veja estratégias para ter renda extra com ações da bolsa

Nos dias 30 e 31 de agosto acontece Meu Primeiro Dividendo, promovido pela EQI Investimentos. Trata-se de um evento totalmente online e gratuito, voltado a quem deseja começar a investir ou a quem deseja dicas sobre como melhorar o portfólio.

Basicamente, o evento tem como objetivo mostrar ao investidor como montar uma carteira para receber dividendos. Para isso, a EQI contará com a participação de 20 convidados, entre eles André Bona, educador financeiro e parceiro de conteúdo do BTG Pactual; Bettina Rudolph, sócia e analista de investimentos da Empiricus; Elias Wiggers, assessor sênior de alocação da EQI Investimentos; Louise Barsi, filha de Luiz e investidora que segue à risca os ensinamentos do pai.

No primeiro dia de evento, nomes de peso já deram lições importantes.

André Bona comenta sobre comportamento do investidor

Um aspecto muito importante a ser considerado em relação ao comportamento do investidor diz respeito ao eventual excesso de confiança. Nesse sentido, a confiança exagerada, com pouco embasamento técnico, pode ser um grande problema no mundo dos investimentos.

Para André Bona, o sucesso do investidor depende, principalmente, de dois fatores. O primeiro deles é o conhecimento técnico sobre mercado financeiro, ou seja, o domínio sobre produtos, riscos, e tudo o que envolve a dinâmica dos investimentos. O segundo é o comportamento adequado, pois isso norteará as decisões a serem tomadas na carteira.

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A economia clássica parte do pressuposto de que todos tomamos decisões racionais. No entanto, a economia comportamental trouxe à tona uma serie de pesquisas que alertam sobre os vieses cognitivos. Ou seja, há alguns truques que o cérebro nos aplica e que deturpam o nosso processo de decisão. Para não cairmos em armadilhas, é preciso saber identificá-los.

Bona relata um estudo realizado por dois professores sobre o nível de confiança que as pessoas têm. Quando alguém está começando a aprender sobre investimentos, recebe uma carga muito grande de informações. Isso faz com que ela se sinta muito segura, como se já dominasse perfeitamente o assunto.

Segundo o estudo, as pessoas menos experientes demonstraram ter mais confiança do que quem já investia há mais tempo. À medida que começavam a enfrentar situações práticas até então desconhecidas, o nível de segurança começara a cair. Com o passar do tempo, essa confiança começa a ser retomada pelas experiências, mas sem retornar ao patamar inicial.

Para evitar vieses de comportamento e o erro do excesso de confiança, Bona sugere que o investidor defina um método de decisão. Ao delimitar premissas e agir de acordo com elas, é mais fácil não cair em armadilhas cognitivas.

Dividendos de Fundos Imobiliários (Elias Wiggers, Gabriel Porto e Jacinto Santos)

Os fundos imobiliários (FIIs) são um instrumento poderoso para obter renda passiva com investimentos. Trata-se de uma forma mais fácil e acessível de investir em imóveis, além de oferecerem mais liquidez do que os ativos físicos.

“Muitos brasileiros estão descobrindo agora os FIIs. Querendo ou não, está no DNA do brasileiro investir em imóveis, e com os FIIs isso se torna muito mais simples e democrático”, diz o educador financeiro, Gabriel Porto.

Segundo os assessores, muitos investidores questionam se é melhor investir em ações ou FIIs para receber dividendos. Para Elias, o primeiro a observar é que não são investimentos excludentes. Logo, pode-se perfeitamente ter ambos na carteira, o que é muito interessante para a diversificação do portfólio.

“Muitas pessoas têm o objetivo de renda extra, não só com o salário, mas com outras atividades também. Nesse sentido, os dividendos servem justamente para essa complementação de renda que o brasileiro busca. E os FIIs são um instrumento muito importante para atingir isso”, aponta o sócio da Funds Explorer, Jacinto Santos.

Porém, é importante entender as diferenças de desempenho entre ações e FIIs. Em relação ao potencial de valorização, normalmente as ações acabam tendo vantagens. Por outro lado, quando se pensa em dividendos, os FIIs costumam ser mais vantajosos.

Por lei, um FII deve distribuir 95% dos lucros semestrais aos cotistas. No entanto, a maioria dos fundos faz isso de forma mensal. Isso torna ainda mais interessante as entradas regulares de caixa para o investidor.

Outro ponto interessante é o benefício fiscal dos fundos imobiliários. Nesse sentido, há isenção de IR no recebimento de dividendos, sendo que o tributo recai somente sobre o lucro na venda das cotas.

O reinvestimento dos dividendos também é um fator importante e aconselhável pelos assessores, principalmente para quem está começando a formar a carteira. Para que o patrimônio cresça, é fundamental investir ao menos parte dos dividendos recebidos. Isso fará com que o investidor perceba o efeito acumulado ao longo dos anos.

Apesar de a rentabilidade dos FIIs não ser padronizada, pode-se fazer uma média geral no mercado. Atualmente, essa média está em 7,5% ao ano, mais do que o dobro da média de renda com aluguéis, que está em 3,5% ao ano.

Por fim, os entrevistados chamam atenção para alguns pontos a serem observados para montar uma boa carteira de FIIs que pague dividendos. Nesse sentido, observar a recorrência de pagamentos e diversificar os ativos em setores e tipos (fundos de tijolo e fundos de papel) são alguns dos mais importantes. Lembrando sempre que há diferentes perfis de FIIs, desde os mais conservadores até os mais arrojados. Por isso, é importante conhecer a política e a composição do fundo, para saber se o investimento está adequado ao perfil.

Empresas que pagam dividendos (Louise Barsi)

Segundo Louise Barsi, para montar uma boa carteira de ações que pagam dividendos não basta somente observar o dividend yield (DY) dos títulos. O mais importante é escolher boas companhias a bons preços que também sejam pagadoras de dividendos. Com o tempo, os próprios dividendos reinvestidos ajudarão a valorizar o patrimônio.

Sobre reinvestir os dividendos, Louise traz o exemplo da Itaúsa nos últimos 10 anos. Nesse caso, quem reinvestiu os dividendos recebidos, teve uma valorização média anual de 13%. Por outro lado, se não houve o reinvestimento, a valorização média anual foi de 7%.

Em relação à escolha das ações, Louise destaca quatro pontos a serem observados pelo investidor:

– solidez dos resultados;

– perenidade do negócio;

– consolidação de mercado;

– política de dividendos.

Para Louise, há cinco setores fundamentais, que não podem faltar em uma carteira de ações: bancos, energia, seguros, saneamento e telecomunicações. Inclusive, ela utiliza a sigla BEST para se referir a eles, utilizando as iniciais de cada um.

Basicamente, o principal motivo para essa escolha é o fato de que esses setores são essenciais. Segundo Louise, “há quem diga que considera a Netflix essencial. No entanto, o fato de ficar sem o serviço de streaming não causará o mesmo impacto do que não ter energia ou não contar com serviços financeiros, por exemplo.”

Outro ponto importante diz respeito à situação financeira da empresa. Ou seja, não basta a empresa gerar resultado, é preciso também ter liquidez, pois isso ajuda a assegurar o pagamento de dividendos.

Para Louise, investir em ações que pagam dividendos é, também, uma excelente reserva para o futuro. Comparado a um plano de previdência, existe muito mais autonomia por parte do investidor para decidir sobre a administração do seu patrimônio.

Sobre isso, Louise também faz uma crítica ao funcionamento binário da previdência privada. “Ao investir em um plano de previdência, você precisa optar por receber o patrimônio ou uma renda mensal. Com ações, você pode ter as duas coisas. Então, por que escolher?”

Por fim, a investidora faz um alerta para a pulverização da carteira. Além de dificultar o acompanhamento dos investimentos, ao pulverizar o investidor não consegue aproveitar as oscilações positivas dos papéis. Isso porque essas oscilações acabam ficando diluídas entre muitos ativos.

Nesse sentido, Louise aconselha que o investidor tenha na carteira três ações por ano investidor. Por exemplo, para quem já investe há 10 anos, o ideal seria algo em torno de 33 ações no portfólio.

Se também está interessado em entrar no mercado financeiro e montar uma carteira de dividendos, participe do evento online e gratuito Meu Primeiro Dividendo. Ainda dá tempo de se inscrever!