A Equatorial (EQTL3) venceu o leilão de privatização da distribuidora de energia gaúcha CEEE-D, com proposta de R$ 100 mil pelo ativo.
Assim, a empresa vai passar a deter 65,87% do capital social da CEEE-D.
A empresa foi a única a oferecer lance para a estatal gaúcha, que está afundada em uma dívida bilionária.
A empresa deverá pagar parte da dívida de ICMS da CEEE-D, além de fazer investimentos para melhoria de indicadores financeiros e de qualidade de serviço.
Desde que verificadas as condicionantes previstas no edital, na data do fechamento, dentre elas o aumento de capital previsto a ser realizado pela atual controladora, CEEE-Par, até a data da conclusão da aquisição, a Equatorial terá direito de subscrever ações equivalentes a aproximadamente 94,9% do capital social.
A transferência das ações CEEE-D está condicionada ao atendimento de determinadas condições e formalidades, que incluem, dentre outras, a homologação do resultado da licitação pela comissão de licitação, a obtenção de anuências prévias do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a assinatura do Contrato de Compra e Venda de Ações com a CEEE-Par.
A Equatorial Participações deverá realizar oferta pública de aquisição de ações de propriedade dos demais acionistas da CEEE-D.
Vale (VALE3) conclui venda de participação na VNC
A Vale (VALE3) anunciou que concluiu a venda de participação acionária na Vale Nouvelle-Calédonie para o consórcio Prony Resources New Caledonia.
O consórcio de investidores, que inclui a Trafigura, contempla uma participação majoritária e não diluível dos interesses da Nova Caledônia.
“Após vários meses de negociação, estou satisfeito por ter concluído o nosso desinvestimento na VNC, beneficiando os empregados, a Nova Caledônia e todos os seus stakeholders. A Vale está totalmente comprometida com esta transação. Ela atende às garantias exigidas nos âmbitos financeiro, social e ambiental e oferece um futuro sustentável para as operações.” disse Eduardo Bartolomeo, CEO da Vale.
A intenção da Vale desde o início do processo de desinvestimento foi se retirar da Nova Caledônia de uma maneira ordenada e responsável. O acordo cumpre isso, diz a Vale.
“Reconhecemos a Vale por seu profissionalismo na condução do processo e seu compromisso em sair da Nova Caledônia de forma responsável”, disse o Estado francês em um comunicado divulgado hoje.
A transação provê um pacote financeiro de US$ 1,1 bilhão às operações de VNC, no qual a Vale Canada Limited contribuirá com US$ 555 milhões para apoiar a continuidade das operações.
O financiamento do Pacto pelo Desenvolvimento Sustentável do Extremo Sul também será assegurado pela Vale.
Além disso, a Vale continuará tendo direito a um contrato de fornecimento de longo prazo para uma parte da produção, permitindo continuar atendendo à crescente demanda de níquel pela indústria de veículos elétricos.






