O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou na manhã desta terça-feira (21) do painel “Cenário estratégico: América Latina”, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Durante o debate, Guedes, que representou o governo no Fórum, afirmou que a pobreza causa sérios danos ao meio-ambiente. De acordo com as palavras do ministro:
“O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza. As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer. Eles [pessoas pobres] têm todas as preocupações que não são as preocupações das pessoas que já destruíram suas florestas, que já lutaram suas minorias étnicas, essas coisas… É um problema muito complexo, não há uma solução simples”.
Uso de defensivos
Além disso, o ministro enfatizou que o mundo precisa de mais comida e para que isso seja viável é necessário fazer uso de defensivos, pois só assim será possível produzir mais.
“Isso é uma decisão política, que não é simples, é complexa”, afirmou.
O ministro Paulo Guedes ficará em Davos até quinta-feira (23), onde irá participar de outros painéis e encontros com presidentes de multinacionais.
De acordo com o Ministério da Economia, as apresentações de Guedes serão centralizadas em dois pontos principais: redução do déficit fiscal no primeiro ano do governo Bolsonaro e o aprofundamento das reformas estruturais que irão promover a recuperação econômica.
Retomada da economia
O ministro falou também sobre retomada da economia. Disse que o governo brasileiro prevê, para este ano, crescimento de 2,5% do PIB. Esse percentual é maior do que o divulgado pelo ministério da Economia como projeção para 2020 – d 2,4%
Reafirmou o que vem dizendo no país: o governo está promovendo um “profundo ajuste fiscal”. Avisou que sua gestão está focada em controlar os gastos e que pretende elevar a participação do setor privado na economia.
Lembrou que a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, representa um grande passo para impulsionar o crescimento econômico e lembrou que o governo precisa atacar privilégios do funcionalismo público. Disse que a reforma, ao contrário do que ocorre na França, “tem apoio popular”.






