A Elfa Medicamentos (ELFA3) protocolou pedido de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (13).
Conforme o prospecto, oferta terá tranche primária (os recursos vão para o caixa da empresa) e secundária ( atuais acionistas vende parte de suas particpações).A oferta terá como coordenadores o o Banco Santander, o Itaú BBA , o BTG Pactual, a XP Investimentos e o Morgan Stanley.
O público alvo da oferta são investidores não institucionais e institucionais, nacionais e internacionais.
Sobre a Elfa Medicamentos
De acordo com o prospecto, a Elfa um dos principais provedores de soluções e serviços de saúde no Brasil, atendendo um atrativo mercado institucional, que inclui hospitais e clínicas.
Na visão da Elfa, o mercado institucional é resiliente, altamente fragmentado e complexo de servir.
Atualmente, a empresa distribui e vende medicamentos, produtos médicos e hospitalares de alta complexidade oriundos de mais de 400 fabricantes, sendo a segunda maior nesse segmento para hospitais públicos e privados segundo a IQVIA.
Capital Social
O capital social da companhia é de R$ 834,5 milhões, divido em 465.694.714 ações ordinárias.
Os principais acionistas são os fundos geridos pelo Pátria, com 86,33%; JMV, com 4,29%; acionistas da Medcom, com 6,2%; e os fundadores da Elfa, com 3,16%.
Operação
Conforme o prospecto, a Efla Medicamentos reportou um lucro líquido de R$ 39,5 milhões no ano passado, contra R$ 60,5 milhões em 2018 e R$ 14,1 milhões em 2017.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 104,7 milhões em 2019, ante R$ 78,5 milhões de 2018 e R$ R4 54,4 milhões de 2017.
Já a margem Ebitda foi de 5,7% no ano passado, contra 5% em 2018 e 5,1% em 2017.
A receita líquida atingiu R$ 1,831 bilhão no ano passado, contra R$ 1,560 bilhão de 2018 e R$ 1,075 bilhão de 2017.
A dívida líquida somou R$ 199,3 milhões em 2019, ante R$84,5 milhões em 2018.
Fatores de riscos
No prospecto, a Elfa ressalta os principais riscos relativos a oferta e a companhia, são eles:
- intervenções governamentais, resultando em alteração na economia, tributos, tarifas, ambiente regulatório ou regulamentação no Brasil;
- alterações nas leis e nos regulamentos aplicáveis ao setor de atuação da companhia, bem como alterações no entendimento dos tribunais ou autoridades brasileiras em relação a essas leis e regulamentos;
- alterações nas condições gerais da economia, incluindo, exemplificativamente, inflação, taxas de juros, câmbio, nível de emprego, crescimento populacional, confiança do consumidor e liquidez dos mercados financeiro e de capitais;
- impossibilidade ou dificuldade de viabilização e implantação de novos projetos de desenvolvimento e prestação de nossos serviços;
- condições que afetam o setor de atuação e a condição financeira dos principais clientes;
- a mudança no cenário competitivo no nosso setor de atuação;
- aumento de custos, incluindo, mas não se limitando aos custos: de operação e manutenção; encargos regulatórios e ambientais; e contribuições, taxas e impostos;
- fatores negativos ou tendências que podem afetar nossos negócios, participação no mercado, condição financeira, liquidez ou resultados de nossas operações;
- nível de capitalização e endividamento e capacidade de contratar novos financiamentos e executar o plano de expansão;
- efeitos de eventual reforma tributária.
Destinação dos recursos
De acordo com a Elfa Medicamentos, os recursos levantados através do IPO serão direcionados para aquisições de empresas do seu setor de atuação; e reforço de estrutura de capital e liquidez.
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