Prevista para acontecer, no máximo, até o ano que vem, a privatização da Eletrobras (ELET6) pode render até R$ 100 bilhões aos cofres da União.
De acordo com informações do Blog da Ana Flor, do G1, os ativos da estatal, hoje, estão avaliados entre R$ 30 e R$ 40 bilhões, mas a previsão é que ele possa dobrar com a valorização da empresa.
As ações da Eletrobras (ELET6 e ELET3) sobem quase 3% nesta terça, em dia em que o Ibovespa opera estável. A ELET6 avança 2,85% e a ELET3, 2,97%.
Os R$ 25 bilhões restantes para fechar a estimativa dos R$ 100 bi ficariam por conta da outorga, taxa paga pelo uso de usinas.
Motivação extra para “desapegar” da Eletrobras
As estimativas positivas e os cálculos bilionários estão sendo utilizados para que o Congresso possa se animar a votar o tema o mais rapidamente possível.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ao blog do G1 que a intenção é analisar a matéria até 17 de maio, o que permitiria o envio do texto um mês antes do vencimento da MP.
De acordo com Diogo Mac Cord, secretário de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, a privatização da Eletrobras é considerada estratégica.
Ele citou ainda que a União já vendeu participações acionárias no valor de R$ 200 bilhões em ativos desde 2019.
Estatal passou por turbulências
A Eletrobras (ELET3 ELET6) reportou um lucro líquido de R$ 96 milhões no terceiro trimestre de 2020, mas passou por turbulências recentes.
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., pediu demissão em janeiro, demonstrando insatisfação com o atraso no processo de privatização da estatal de energia.
Para o seu lugar foi indicado Rodrigo Limp, ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Mas, ao contrário das demais mudanças em estatais, o mercado viu a notícia de forma positiva.
Isto porque Limp é um nome que, entendem os analistas, poderá acelerar o processo de privatização da empresa – o melhor caminho para as estatais na opinião de dez entre dez analistas.
Limp é indicado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Para o BTG Pactual (BPAC11), a indicação é bem-vinda. E, embora ele não tenha experiência em gestão empresarial, “é um nome muito técnico”.
O JP Morgan também avaliou que ele tem credenciais necessárias para o cargo, por suas conexões no governo e com congressistas.






