Em meio a uma enxurrada de processo de recuperação extrajudicial, como da Raízen (RAIZ4) e do GPA (PCAR3), mais uma companhia se prepara para uma possível reestruturação. É o caso da Lupatech (LUPA3). A companhia aprovou e ajuizou tutela de urgência cautelar antecedente a procedimento recuperacional junto à Vara Empresarial da 4ª e da 10ª RAJS do Estado de São Paulo.
Além disso, a empresa instaurou procedimento de mediação perante a Câmara Especializada CMIRb (Centro de Mediação do Instituto Recupera Brasil). Segundo a empresa, que já havia passado por uma recuperação judicial encerrada em 2023, as medidas têm por objetivo promover o equacionamento das obrigações da empresa, e antecedem o pedido de recuperação extrajudicial ou judicial a ser posteriormente apresentado, a depender do desenvolvimento da negociação com os credores.
A Lupatech, empresa brasileira fundada em 1980 e considerada uma das principais fabricantes de válvulas industriais e equipamentos para o setor de petróleo e gás no Mercosul, segue enfrentando desafios operacionais e financeiros.
Com essa medida cautelar, a companhia busca avançar em sua reestruturação enquanto mantém suas atividades voltadas ao fornecimento de equipamentos para plataformas de petróleo e outras operações da indústria de óleo e gás. O processo ocorre em meio ao esforço da empresa para recuperar competitividade e fortalecer sua posição no setor.
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Contratos no setor
Apesar de ainda registrar prejuízos operacionais recorrentes, a Lupatech tem buscado sustentar sua atividade por meio de contratos no setor de petróleo e gás. Em diversos momentos recentes, parte relevante da receita da companhia tem sido influenciada por renegociações de dívidas ou por eventos não recorrentes, cenário que evidencia os desafios financeiros enfrentados pela empresa após anos de reestruturação.
No fim de 2025, a empresa fechou um contrato de grande porte com a estatal, reforçando sua presença no fornecimento de equipamentos para operações em plataformas de petróleo.
Mais recentemente, a companhia anunciou um novo acordo avaliado em cerca de R$ 17 milhões para fornecimento de cabos de fibra sintética destinados à ancoragem de plataformas do tipo FPSO que serão instaladas no Brasil. Os equipamentos são utilizados para manter as unidades flutuantes estáveis durante a produção de petróleo em alto-mar.
O contrato prevê a entrega dos cabos no terceiro trimestre de 2026 e foi estimado em aproximadamente R$ 17 milhões, considerando a cotação atual do dólar.






