O dólar comercial fechou em queda de 2,73%, cotado a R$ 4,99, nesta sexta-feira (5).
A moeda abriu acima dos R$ 5,00 mas cruzou a marca, para baixo, logo depois da divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho nos EUA.
Neste mês de junho, a valorização do real frente ao dólar atinge 6,5%.
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Estados Unidos surpreendem com a criação de 2,5 milhões de vagas em maio e taxa de desemprego cai a 13,3%.
O setor privado dos EUA criou 3,094 milhões de empregos no mês, enquanto o governo cortou 585 mil postos.
Em vez das 8,5 milhões de vagas a menos projetadas pelo mercado, o resultado foi a criação inesperada de 2,5 milhões de vagas.
“A expectativa do mercado era por milhões de empregos dizimados. E, inesperadamente, foram criados 2,5 milhões de empregos. É uma notícia muito positiva e inesperada”, afirma Pablo Spyer, da Mirae Asset.
Os estímulos dos bancos centrais para as economias também animaram investidores.
O Banco Central da Europa (BCE) anunciou um aumento de 600 bilhões de euros em seu pacote de compra de títulos de dívidas dos governos – quando o mercado esperava por 500 bilhões de euros.
E o governo dos Estados Unidos promete nova ajuda de até US$ 1 trilhão.
Dólar: cenário Interno
O secretário de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou que não é consenso dentro do Comitê de Política Monetária (Copom) a redução da taxa Selic para 2,25%.
Isso também tem ajudado a derrubar o dólar.
De acordo com a Reuters, o Banco Central ofertou até 12 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem, com os vencimentos divididos entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021.
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