O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (11), com baixa 1,67%, cotado a R$ 5,5798. No dia, a moeda oscilou entre a máxima de R$ 5,6752 e a mínima de R$ 5,5688.
A queda da moeda americana foi acentuada após as declarações de Jerome Powell no Senado dos EUA. Embora não tenha afastado o quadro de aperto monetário previsto para este ano, o presidente do Fed acalmou os mercados em relação à redução do balanço patrimonial, sinalizado na Ata da última reunião.
- Segunda-feira (10): +0,76% a R$ 5,6743
- Terça-feira (11): -1,67% a R$ 5,5798
- semana: -0,91%
Cenário
Destaque nesta terça-feira (11) para o IPCA, divulgado pela manhã pelo IBGE. Com alta de 0,73% em dezembro, a inflação fechou o ano de 2021 com um aumento de 10,06%. Essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando foi de 10,67%.
Em carta enviada ao Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central (BC) justificou os motivos para o descumprimento da meta da inflação em 2021.
Dentre os motivos para alta inflacionária, o banco destacou a alta de commodities e desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos, e gargalos nas cadeias produtivas globais.
Vale lembrar que a inflação para 2022 está estimada acima de 5% pelo Focus, também estourando a meta.
O resultado do IPCA mantém a tese de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve aumentar a taxa básica de juros, Selic, em mais 1,5 ponto porcentual, chegando a 10,75% no início de fevereiro. A expectativa é que a Selic chegue a 11,75% até março.
Diante do avanço da variante ômicron no país, o Ministério da Saúde reduziu para sete dias o isolamento mínimo para os positivados, com possibilidade de realização de teste após cinco dias, desde que na ausência de sintomas. Se esse teste der negativo, o paciente poderá deixar a quarentena após o quinto dia. Caso contrário, deverá continuar em isolamento.