O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (27), com queda de 0,32%, cotado a R$ 5,4238. No dia, a moeda oscilou entre a máxima de R$ 5,4354 e a mínima de R$ 5,3541.
- Segunda-feira (24): +0,88% a R$ 5,5032
- Terça-feira (25): -1,24% a R$ 5,4352
- Quarta-feira (26): +0,11% a R$ 5,4411
- Quinta-feira (27): -0,32% a R$ 5,4238
- Semana: -0,57%
Cenário
A quinta-feira (27) é de agenda vazia, com destaque para a Confiança da Indústria, da FGV, que caiu 1,7 ponto em janeiro, no sexto mês consecutivo de queda, atingindo o menor nível desde julho de 2020.
Ontem (27), o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, apontou queda, mas teve resultado acima do esperado (0,58%, sendo 0,20 ponto porcentual abaixo de dezembro, mas a expectativa era por 0,48%).
Isso reforça a expectativa de alta da Selic para a semana que vem, quando o Copom deve elevar a taxa básica de juros dos atuais 9,25% para 10,75%, com aumento de 1,5 ponto porcentual.
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, deixou o mercado ainda mais volátil em sua fala pós-Fomc.
O comitê de política monetária dos EUA decidiu manter por enquanto a taxa de juros entre 0% e 0,25%, apontando um aumento de 0,25 ponto porcentual “em breve”, possivelmente em março.
Pelo comunicado e pela fala de Powell, pode-se concluir que serão três etapas para a retirada de estímulos da economia: suspensão da compra de títulos até março, seguido do início do ciclo de alta de juros e redução do balanço (venda de títulos pelo Fed). Tudo para combater a maior inflação em quase 40 anos no país.
No entanto, parte do mercado considerou que as sinalizações não foram suficientemente claras e faltou Powell dizer quantas vezes o juro vai subir e quando o balanço patrimonial começará a ser reduzido. Com isso, seguem as especulações e, consequentemente, a volatilidade nos mercados.
Para hoje, destaque para a prévia do PIB do quarto trimestre de 2021 dos EUA, que surpreendeu positivamente, com alta de 6,9%, ante 2,3% do trimestre anterior. A expectativa do mercado era por 5,5%.
Também saíram os novos pedidos de seguro-desemprego, que ficaram estáveis em 260 mil, mantendo o ritmo pré-pandemia e validando as próximas medidas que o Fed deve tomar, já que o mercado de trabalho segue em recuperação.