O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (12), com baixa 0,81%, cotado a R$ 5,5348. No dia, a moeda oscilou entre a máxima de R$ 5,6007 e a mínima de R$ 5,5293.
O dólar teve uma forte queda perante às principais divisas hoje, repercutindo a inflação nos EUA, que animou os investidores a partir para compra de ativos de risco.
- Segunda-feira (10): +0,76% a R$ 5,6743
- Terça-feira (11): -1,67% a R$ 5,5798
- Quarta-feira (12): -0,81% a R$ 5,5348
- semana: -1,72%
Cenário
O mercado ainda repercutiu o IPCA de 2021, que ficou em 10,06%, acima das projeções, reforçando a expectativa de alta de 1,5 ponto porcentual na Selic na próxima reunião do Copom, marcada para 1 e 2 de fevereiro.
Vale lembrar que o teto do intervalo de tolerância era de 5,25%. E este foi o maior desvio da meta em quase 20 anos. A inflação subiu no ritmo mais acelerado desde 2015 (10,67%) – governo Dilma Rousseff.
Em carta explicando o furo na meta da inflação, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, culpou a “inflação importada” das commodities, a inércia inflacionária de 2020 e a crise hídrica pelo descumprimento da meta do IPCA.
Para 2022, a expectativa é de inflação acima de 5%, também estourando a meta.
O Federal Reserve (Fed) divulgou, nesta quarta (12), o Livro Bege, documento que analisa a economia das diversas regiões do país e é assinado pelos dirigentes da instituição.
No documento desta quarta, o Fed ressalta que a atividade econômica se expandiu a ritmo moderado nas últimas semanas de 2021. Segundo o Fed, crescimento segue contido por problemas em cadeias de suprimentos e falta de trabalhadores.
Já o emprego cresceu modestamente nas últimas semanas. A maioria dos distritos informou que demanda por trabalhadores segue forte.
*Com BDM Online