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Dia das Crianças: como investir para os filhos e custear os estudos

Dia das Crianças: como investir para os filhos e custear os estudos

Investir para os filhos exige definir objetivos e prazos; especialistas explicam como formar patrimônio e simulação ilustra o planejamento da faculdade

Investir para os filhos permite antecipar o planejamento da faculdade, de um intercâmbio e dos primeiros projetos da vida adulta. Neste Dia das Crianças, celebrado na segunda-feira (12), especialistas orientam definir objetivos e prazos antes de escolher as aplicações, combinando a formação de patrimônio com a educação financeira.

Para Sigrid Guimarães, sócia-fundadora e CEO da Alocc Family Office, o ponto de partida é entender quanto cada projeto deve custar, quando o dinheiro será necessário e quanto a família consegue poupar.

“Com essas informações, é possível calcular os aportes e avaliar se o objetivo cabe no orçamento ou se precisa ser ajustado. Esse planejamento deve ser revisto ao longo do tempo, porque os custos, a renda da família e os planos dos filhos podem mudar”, explica Guimarães.

Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset, recomenda alinhar os vencimentos das aplicações à época em que os recursos serão usados. Para os próprios filhos, ele combina Tesouro IPCA+ com vencimentos próximos à maioridade e cotas de um fundo de ações.

O executivo também alerta para produtos complexos que exigem reinvestir antes do objetivo. Na carteira infantil, defende acumular patrimônio, em vez de buscar renda periódica para a criança.

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“Ela não precisa gerar renda com um, dois, dez ou doze anos. Não vai viver daquilo, e aquilo não vai ser a mesada dela”, afirma Duarte.

Guimarães ressalta que essas reservas devem integrar o planejamento familiar, preservando a segurança financeira dos pais e a preparação para a aposentadoria.

Como planejar os investimentos para a educação

Uma simulação do Sistema Ailos ilustra o efeito dos aportes regulares, com R$ 320 investidos no nascimento, seguidos de depósitos mensais de R$ 150, equivalentes inicialmente a R$ 5 por dia, podem formar R$ 39,7 mil aos 18 anos, em valores atuais.

O saldo corresponde a 47 mensalidades de R$ 835, mediana nacional dos cursos presenciais em 2026, segundo levantamento da Hoper Educação e da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). A comparação usa os preços atuais.

O cálculo considera a parcela de 0,5% ao mês da remuneração da poupança, sem TR, inflação de 4% ao ano e reajuste anual dos aportes. O resultado depende dessas hipóteses, sem garantir o rendimento ou o custo futuro da faculdade.

“Guardar um valor menor todos os meses costuma ser mais eficaz do que esperar sobrar dinheiro. E planejamento e controle são coisas diferentes: planejar é decidir antes, controlar é conferir depois”, afirma Bruna Caroline Kloppel, especialista em investimentos do Sistema Ailos.

A formação da reserva também abre espaço para ensinar os filhos a lidar com dinheiro. Guimarães recomenda cofrinhos por finalidade na infância, apresentação dos extratos na pré-adolescência e participação nas decisões sobre custos e riscos na adolescência.

“Construir um patrimônio para os filhos precisa vir junto com prepará-los para cuidar dele. O objetivo é que aprendam a fazer escolhas e a usar o dinheiro com responsabilidade e autonomia”, afirma a executiva.

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