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Coronavírus: França confirma dois casos e Estados Unidos tratam dois pacientes e 50 suspeitos

Coronavírus: França confirma dois casos e Estados Unidos tratam dois pacientes e 50 suspeitos

Coronavírus: Estados Unidos confirmam dois casos e investigam cinquenta suspeitas de infecção; o vírus já foi identificado em 11 países, no Brasil ainda não

As autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (24) o segundo caso de coronavírus no país. Outros 50 casos suspeitos estão sendo monitorados.

A França também confirmou, nesta sexta (24), dois casos de coronavírus. Os pacientes foram diagnosticados com o vírus em Bordeaux e em Paris.

O paciente de Bordeaux tem 48 anos e esteve, nos últimos dias, na cidade de Wuhan, cidade chinesa que está isolada e é tida como o centro do que pode ser a epidemia do coronavírus.

A China tem 26 mortes causadas pelo vírus e cerca de 900 casos contabilizados.

Autoridades francesas informaram que o paciente de Bordeaux está internado num cômodo isolado desde a quinta (23) com sintomas do vírus. Ele teve contato com outras dez pessoas.

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Há poucas informações sobre o paciente hospitalizado em Paris.

Pacientes estiveram em Wuhan, na China

A segunda infectada nos EUA é uma moradora de Chicago, com mais de 60 anos, que voltou de Wuhan, na China, em 13 de janeiro.

Nesta sexta, a China subiu para 13 o número de cidades com medidas de quarentena para evitar a proliferação do coronavírus. Já são 40 milhões de pessoas afetadas pelo isolamento.

A maioria mora na região de Wuhan, onde a primeira infecção aconteceu, ou em cidades da região. De acordo com estudos, a contaminação de humanos pode ter começado em cobras. Já são 26 mortes causadas pelo vírus. O número de pessoas infectadas ultrapassou 830 na China.

Segundo a chefe do setor de saúde pública de Chicago, Allison Arwady, a mulher foi hospitalizada para evitar a disseminação do vírus. Ela está, segundo a autoridade, “clinicamente estável”.

Casos em análise

Nancy Messonnier, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), relatou que, além dos dois casos confirmados, 11 pessoas foram testadas nos Estados Unidos e receberam diagnóstico negativo. Mas ainda há outros 50 casos em investigação.

O primeiro registro da doença nos Estados Unidos foi confirmado na terça-feira, 21. Era um morador de Seattle.

Apesar da tensão causada pelas mortes e pelas medidas de segurança tomadas pelos países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu não declarar o novo coronavírus como emergência em saúde pública de interesse internacional. A organização acredita que o surto ainda esteja localizado.

Já são mais de 900 casos confirmados em todo o mundo. A maioria da China: são ao menos 894 casos confirmados de infecção no gigante asiático. O primeiro registro da doença foi feito em dezembro do ano passado.

Onze países já identificaram casos de infectados. Não há ainda nenhum caso suspeito no Brasil.

O coronavírus

De acordo com o Ministério da Saúde brasileiro, o vírus “tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus, com casos recentemente registrados na China. Importante saber que os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012”.

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. Os principais são sintomas são: febre, tosse e dificuldade para respirar.