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Como investir na bolsa com Capital Protegido?

Como investir na bolsa com Capital Protegido?

Um guia para você investir na bolsa com Capital Protegido da melhor maneira possível.

Você já deve ter ouvido falar que nos últimos meses a bolsa brasileira vem em crescente ascensão, ultrapassando diversas vezes a sua alta histórica, e tornando-se cada vez mais uma excelente oportunidade de investimento. Somado a isso, o mercado nacional aquecido com a troca de governo, mantém a taxa de juros estagnada, prejudicando os investimentos de renda fixa.

Nesse momento, o investidor mais conservador, em busca de alternativas para rentabilizar seu capital, sente vontade de entrar no promissor mercado de renda variável, mas junto com essa vontade, vem a insegurança de investir em renda variável e aquele medo de perder patrimônio. É justamente pensando nisso, que algumas operações foram criadas.

Os Certificados de Operações Estruturadas, mais conhecidos como COEs, são investimentos que atrelam a possibilidade de investir em renda variável e a segurança de não perder capital.

Para melhor explicar esse investimento, os separei em duas partes:

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  • Modalidades, onde mostrarei os tipos de COEs existentes;
  • Estrutura, onde irei explicar, de uma forma simplificada, como essa operação é montada.

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Modalidades

Os COEs são divididos em categorias, e aqui estão citadas as três principais, todas elas com capital protegido.

Autocallable

O COE Autocallable é um tipo de investimento baseado em uma “cesta de ações” e com encerramento automático. Esse COE tem, geralmente, prazo de aplicação entre dois e cinco anos e janelas de observações trimestrais, semestrais ou anuais.

Como funciona o encerramento automático e o que são essas janelas de observação?

Uma resposta está diretamente relacionada com a outra, pois as janelas de observação são datas onde as ações que constituem o investimento são observadas. Se todas elas estiverem com preço igual ou superior ao preço que estavam na data de início do COE, ele é automaticamente encerrado e você ganha a rentabilidade estipulada, equivalente ao período de aplicação.

Por exemplo: imagine um COE Autocallable de cinco anos com janelas trimestrais, rentabilidade estipulada de 4% ao trimestre e o preço das ações, no início do investimento é R$ 10,00 cada.

Para esse investimento, teremos três cenários:

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  • Considerando que na data de observação, todas as ações estão com preço igual ou superior a R$ 10,00. COE encerrado e rentabilidade no seu bolso.
  • Considerando que na data de observação, pelo menos uma das ações está com preço inferior a R$ 10,00. COE continua e passa para a próxima observação.
  • Considerando que na data da última observação, pelo menos uma das ações está com preço inferior a R$ 10,00. O COE é encerrado, e você têm o seu capital investido de volta.

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Se o encerramento ocorrer na primeira janela, nesse nosso exemplo, você terá um retorno de 4%. Se for na segunda janela, o retorno será de 8%. Se for na terceira, o retorno será 12%, e assim sucessivamente, até chegarmos na última janela, onde teremos o maior retorno ou o capital protegido de volta.

Essa modalidade de COE é muito interessante, pois quanto mais tempo ele demorar para encerrar, maior o seu retorno. Por outro lado, o encerramento antecipado é reflexo de um bom momento do mercado, e faz com que você tenha capital disponível para aproveitar esse bom momento.

Rentabilidade garantida

Esse COE, geralmente, tem prazo de aplicação entre três e cinco anos, não permitindo resgate antecipado, ou seja, você só receberá o seu capital na data final do investimento.

A aplicação é realizada em um ativo-objeto, como por exemplo, petróleo, dólar, índices de bolsa, entre outros. Ele oferece uma rentabilidade garantida ao investidor, determinada no início da aplicação e somada a valorização do ativo.

Por exemplo: supondo que o investidor aplicou R$ 100.000,00 em um COE Rentabilidade Garantida, que tem como base o ativo-objeto petróleo e rentabilidade garantida de 23% em cinco anos.

Teremos dois cenários:

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  • Considerando que ao final do período de cinco anos, o petróleo teve valorização de 100%, então a rentabilidade do investidor será 100% (petróleo) + 23% (rentabilidade garantida), totalizando 123% do valor investido, dando um retorno de R$ 223.000.
  • Considerando que ao final do período de cinco anos, o petróleo sofreu uma desvalorização, então, a rentabilidade do investidor não sofrerá a influência do ativo-objeto e será de 30% do capital investido, referente à rentabilidade garantida pré-estipulada. Ou seja, ao final dos cinco anos, o investidor terá um capital equivalente a R$ 130.000,00.

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Esse investimento assemelha-se muito a um investimento prefixado em renda-fixa, com o diferencial de ter uma rentabilidade extra referente a possível alta do ativo-objeto ao qual está atrelado.

Alta alavancada

O COE alavancado, assim como o anterior, não pode ser resgatado de forma antecipada e também tem como base, um ativo-objeto, porém, a remuneração ao investidor se dará com uma alta alavancada em relação a alta do ativo, estipulada previamente. Ou seja, ao invés de possuir um retorno fixo pré-estipulado, o que temos é a alta do ativo-objeto, multiplicado por um fator.

Por exemplo: baseado em um investimento de R$ 100.000,00 em um COE Alta Alavancada, atrelado ao ativo-objeto petróleo, com cinco anos de aplicação e rentabilidade alavancada de 3,3 x.

Também teremos dois cenários:

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  • Considerando que ao final do período de cinco anos, o petróleo teve uma alta de 40%, então, o investidor terá um retorno de 30% x 3,3, totalizando em 99% do capital investido. Ou seja, retorno de R$ 199.000,00.
  •  Considerando que ao final do período de cinco anos, o petróleo sofreu uma desvalorização, então, o COE não sofrerá influência do ativo-objeto e o investidor terá o retorno do seu capital investido, de forma integral. Ou seja, R$ 100.000,00.

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Estrutura

Nesse momento, você deve estar se perguntando:

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  • Como é possível investir em bolsa, ter uma rentabilidade e ainda não ter risco de perder capital, certo?
  • Quem emite esse tipo de operação?
  • Se eu ganhar, o emissor dos COEs perde?

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Bom, os COEs, de uma forma geral, são operações estruturadas por instituições bancárias, em sua grande maioria americanas. Grandes bancos, como o Morgan Stanley e o JP Morgan, são os principais responsáveis pelos COEs disponíveis no nosso mercado.

Se você ganhar com o investimento, o banco não irá perder, da mesma forma que ele não irá ganhar se você não ganhar. O banco emissor não torce contra você. O real ganho desses emissores de COEs está no fato de ter o controle sobre o capital que você irá investir, durante o período da aplicação, podendo utilizá-lo da forma que achar melhor.

Quanto à estrutura do COE, o que podemos afirmar é que ela é extremamente complexa e seria necessário se aprofundar em uma estrutura em específico para entender toda a carteira de investimentos que é montada para atingir o objetivo em questão. Cada COE possui em sua estrutura ativos que dependem da capacidade e criatividade do emissor para criá-lo.

É importante saber no que estamos investindo, então, para fins de conhecimento, irei transmitir de uma forma genérica como se comporta a estrutura dos COEs, dividindo em duas partes.

Começaremos com a parte mais simples, porém, a que gera a maior desconfiança nos investidores.

Como o banco faz para garantir o capital investido?

Esse mecanismo é possível pois o banco emissor do COE investe o seu capital em um ativo de renda fixa do próprio banco.

Por exemplo: digamos que você irá investir R$ 100.000,00 em um COE com duração de cinco anos em um determinado banco. Esse banco possui em seu portfólio, um CDB prefixado com prazo de cinco anos e rentabilidade de 10% ao ano. O valor presente dessa operação é de R$ 62.092,13, que em cinco anos, valerá R$ 100.000,00, garantindo o capital.

E como funciona o restante da estrutura do COE?

Muito bem… Quando você adquire um COE, o banco faz essa aplicação em renda fixa, que garante o capital, e o saldo restante está livre para fazer as operações que, de fato, impactam no investimento. Seguindo no nosso exemplo, com investimento inicial de R$ 100.000,00, o banco utilizou R$ 62.092,13 para garantir o seu capital e sobrou R$ 37.907,87 que será utilizado para aplicar em derivativos, contratos futuros, opções e todos os demais mecanismos necessários para que a estrutura dê certo.

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Se você já teve a oportunidade de investir em um COE ou apenas pesquisou algumas das opções, certamente reparou que a maioria desses certificados, possui aplicação no exterior. Isso se deve, porque a volatilidade dos ativos lá é menor em relação a volatilidade no Brasil, e baixa volatilidade torna as opções mais baratas, possibilitando a aquisição de mais opções.

Com mais opções na estrutura, quando o ativo-objeto de um COE sobe, a rentabilidade dele é muito maior.

Outro fator que impacta muito na rentabilidade dos COEs, é a renda fixa utilizada para garantir o capital, pois quanto maior a rentabilidade que ela apresenta, menos capital é gasto e, consequentemente, mais capital sobra para investir nos ativos que turbinam a estrutura.

E é dessa maneira que conseguimos investir em renda variável, com o capital protegido. O que é importante saber, é que esse tipo de aplicação sofre a incidência de imposto de renda, o qual funciona com a tabela regressiva, da mesma forma que as aplicações de renda fixa:

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  • 22,5% nos seis primeiros meses;
  • 20% entre seis e 12 meses;
  • 17,5% entre 12 e 24 meses,
  • 15% a partir de 24 meses.

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É de extrema importância sempre ler o prospecto dos COEs, documento que contém todas as informações que você precisa saber sobre o investimento.