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Lucro líquido da Suzano tomba; veja os dados do 1ºTRI

Lucro líquido da Suzano tomba; veja os dados do 1ºTRI

O desempenho representa uma queda de 32% na comparação anual, refletindo um cenário operacional mais desafiador

A Suzano (SUZB3) reportou lucro líquido de R$ 4,31 bilhões no primeiro trimestre de 2026, tendo uma queda revertendo de forma expressiva o obtido com o mesmo período de 2025, quando havia registrado R$ 6,35 bilhões. O desempenho representa uma queda de 32% na comparação anual, refletindo um cenário operacional mais desafiador e impactos relevantes no resultado financeiro.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, no entanto, o resultado mostra forte recuperação, já que a companhia havia reportado lucro líquido de apenas R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025. O avanço sequencial evidencia melhora operacional e efeitos positivos de variáveis financeiras no período.

A receita líquida da companhia somou R$ 10,97 bilhões no primeiro trimestre de 2026, recuo de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação trimestral, houve queda mais acentuada, de 16%, indicando pressão sobre preços e volumes no início do ano.

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O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,58 bilhões, representando retração de 6% na base anual e de 18% frente ao trimestre anterior. Apesar disso, a margem Ebitda permaneceu em patamar elevado, em 42%, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025.

Resultado financeiro impacta

Um dos principais fatores que explicam a queda no lucro líquido foi o resultado financeiro. A Suzano registrou resultado financeiro líquido positivo de R$ 4,62 bilhões no trimestre, revertendo o resultado negativo de R$ 3,41 bilhões observado no quarto trimestre de 2025.

Ainda assim, na comparação anual, houve queda significativa frente aos R$ 7,70 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025, o que contribuiu para o desempenho inferior do lucro.

Geração de caixa e endividamento

A geração de caixa operacional totalizou R$ 2,52 bilhões no período, queda de 4% na comparação anual e de 31% frente ao trimestre imediatamente anterior, refletindo a dinâmica mais fraca de resultados operacionais.

Em termos de alavancagem, a relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado permaneceu em 3,2 vezes em reais, estável na comparação trimestral e levemente acima do nível de 3,1 vezes registrado um ano antes. Em dólares, o indicador ficou em 3,3 vezes, mostrando leve elevação na base anual.