Descrença com acordo entre EUA e China após novas retaliações, Brexit sem acordo e atraso na reforma da previdência, são fatores que levam bolsas para o negativo
Mercado Europeu
Na Europa, as bolsas fecharam em forte baixa, pressionadas pela expectativa de que o Brexit será realizado sem um acordo, além do aprofundamento das tensões entre EUA e China.
As negociações começaram em alta, puxadas até pelo leve crescimento da produção industrial alemã, mas sofreram rápida contração após a China ameaçar retaliar os EUA pela inclusão de big techs em lista de sanções.
Em relação ao Brexit, pesaram as falas de Angela Merkel e Donald Tusk, pelo lado europeu, e Boris Johnson pelo lado britânico, indicando que as chances de um Brexit negociado são inviáveis se Londres não aceitar que a Irlanda do Norte continuem participando da união aduaneira europeia.
A desvalorização da livra evitou uma perda mais na bolsa de Londres, mas as demais fecharam em forte baixa.
Alemanha | DAX [-1,05%]
Londres | FTSE 100 [-0,76%]
França | CAC 40 [-1,18%]
Zona do euro | Euro Stoxx 50 [-1,11%]
Itália | FTSE MIB [-1,14%]
EUR/USD [-0,13%] | € 1,0955
Bolsas Norte-americanas
Como esperado, as negociações entre EUA e China voltaram a ditar o rumo dos mercados, e de forma negativa. No início da tarde, um editor do jornal Global Times disse no Twitter que, a sociedade chinesa tem poucas esperanças nas conversas com os EUA.
A declaração veio após a repercussão das retaliações dos EUA contra empresas de inteligência artificial da China. Ainda durante a manhã, foi divulgada uma notícia de que a Casa Branca estuda limitar investimentos de fundos de pensão do governo na China.
Também no Twitter, Trump disse que retirada de soldados na Síria não foi traição contra Curdos, e repete ameaças à economia da Turquia. As tensões no oriente médio seguem fortes.
O dado econômico importante divulgado hoje, foi a inflação ao produtor nos EUA em agosto, que caiu 0,3% em setembro sobre agosto, contrariando previsão de alta de 0,1%. O núcleo da inflação ao produtor também contrariou a previsão de alta de 0,2% e caiu 0,3%.
Dow Jones 30 [-0,46%] | 26.355 pontos
S&P 500 [-0,76%] | 2.916 pontos
Nasdaq [-0,78%] | 7.894 pontos
VIX [+5,94%]
Commodities
O petróleo, que chegou a ter perdas maiores durante o dia, recuperou parte dos preços, mas ainda opera em baixa. E após uma semana sem cotações, o minério de ferro fechou em alta de 1,49% em Qingdao, cotado a US$ 94,77/tonelada.
A referência norte-americana, o WTI para novembro, opera com perda de 0,70%, a US$ 52,38. No mesmo sentido segue a referência britânica, o Brent para novembro opera em baixa de 0,57%, a US$ 58,02.
O ouro opera em baixa baixa marginal de 0,01%, a US$ 1.504,25 a onça-troy.
A bolsa brasileira
O Ibovespa opera entre leves altas e baixas, descolada do exterior.
No cenário político, governadores não chegaram a acordo para cessão onerosa na reunião em Brasília, mas no Senado é esperado acordo hoje sobre o mesmo tema, diz Senador. Acordo viabiliza segundo turno da previdência.
O Ibovespa opera com 100.822 pontos, em alta de 0,25%, após mínima de 100.335 pontos e máxima de 101.296 pontos.
O dólar futuro opera em baixa de 0,64%, cotado a R$ 4,087. Na máxima, a moeda atingiu R$ 4,119 e na mínima R$ 4,08. A moeda brasileira tem o melhor desempenho entre os emergentes frente o dólar.
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