Para os analistas do BTG Pactual (BPAC11), a Omega (OMGE3) apresentou resultados muito fortes no quarto trimestre de 2020.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 287 milhões, superando as estimativas do BTG em 24%.
Segundo o banco, os números acima das projeções podem ser explicados por: maiores recursos eólicos no trimestre, principalmente no Delta do Maranhão e Assuruá; e maior base de ativos, dada a incorporação da Chuí e Ventos da Bahia 1 e 2 em Nov/20 e Dez/20 respectivamente.
Esses itens mais do que compensaram a menor produção solar de Pirapora (-11% a/a) e a disponibilidade total de 94,2% no trimestre (vs. 96,3% no 4T19).
“Mesmo sem a incorporação de Chuí e Ventos da Bahia 1 e 2, a Omega teria apresentado resultados mais fortes do que nossas projeções”, disse o BTG.
Complexo Chuí e Ventos da Bahia 1 e 2 totalmente integrados
A aquisição do Complexo de Chuí (582,8 MW) foi concluída em Nov/20 e traz diversificação geográfica ao portfólio eólico da Omega devido à sua localização no estado do RS.
A aquisição de 50% da Ventos da Bahia 1 e 2 (182,6MW) foi concluída em dez/20 e ampliou a parceria com a EDF renováveis, após a aquisição da Pirapora.
A Omega atualmente tem dois projetos em seu pipeline: projeto eólico de 260 MW de um desenvolvedor terceirizado; e Assuruá 4 e 5 (432MW) em desenvolvimento pela Omega Desenvolvimento.
Para o primeiro trimestre de 2021, a empresa espera uma produção de energia entre 1400 GWh-1600 GWh (+121% a +152% a/a). Já o lucro bruto ajustado de energia é estimado entre R$ 290 milhões – R$ 335 milhões (+101% a +132% a/a).
Para o final de 2021, o guidance de produção é 54-69% superior ao do final de 2020 e a margem Ebitda ajustada é estimada em 72- 76% (vs. 78% no final de 2020).
Ômega (OMGE3) tem alta de 101% no lucro no 4TRI
A Ômega (OMGE3) registrou um lucro líquido de R$ 99,5 milhões no quarto trimestre de 2020, elevação de 101% em relação ao mesmo período do ano passado.
No ano, o lucro líquido somou R$ 54,7 milhões, um aumento de 68% na comparação com 2019.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 147,8 milhões no quarto trimestre do ano passado, elevação de 56% sobre perdas financeiras do quarto trimestre de 2019.
Os custos e despesas somaram R$ 65,2 milhões, crescimento de 45% em relação ao quarto trimestre do ano passado.






