De acordo com o Research do BTG Pactual, a Taesa (TAEE11) divulgou resultados amplamente em linha com as projeções do primeiro trimestre de 2021.
A receita líquida atingiu R$ 427 milhões, ante R$ 424 milhões da projeção do banco.
O EBITDA regulatório foi de R$ 317 milhões, versus R$ 312 milhões do BTG.
O lucro líquido foi de R$ 108 milhões (vs. projeção do BTG de R$ 336 milhões), devido o aumento das despesas financeiras e o resultado de equivalência patrimonial menor do que o esperado de R$ 39 milhões (R$ 113 milhões de expectativa do BTG), explicado por maiores despesas financeiras em algumas subsidiárias.
Assim, a recomendação do BTG Pactual para TAEE11 é neutra, com preço-alvo de R$ 32,00.
Desinvestimento da Cemig na Taesa
Recentemente, a Cemig (CMIG4) anunciou sua intenção de desinvestir da Taesa, uma vez que os ganhos de capital na venda poderiam ser compensados pelos prejuízos gerados com a venda da Light.
Se a venda avançar, a ISA ainda poderá exercer seus direitos de preferência e, nesse caso, o BTG não espera que os direitos de tag along sejam acionados para os minoritários.
Outro obstáculo é a TBE, holding com quatro linhas de transmissão que divide o controle com a Alupar.
Em caso de alienação da Taesa pela Cemig, a Alupar terá o direito de adquirir a participação da Taesa na TBE.
No final das contas, parece haver muitos “se” para a venda da Taesa e, considerando onde suas ações estão sendo
negociadas hoje (TIR real de 2,64%), o BTG diz que não ficaria surpreso em vê-la sendo vendida com um prêmio enorme.






