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BTG (BPAC11): venda da Oxiteno faz parte da remodelação do portfólio da Ultrapar (UGPA3)

BTG (BPAC11): venda da Oxiteno faz parte da remodelação do portfólio da Ultrapar (UGPA3)

O acordo firmado entre a Ultrapar (UGPA3) e Indorama Ventures para vender a unidade de negócios petroquímicos, Oxiteno, por um EV de US$ 1.300 milhões faz parte da remodelação do portfólio da Ultrapar, segundo avaliação do BTG Pactual (BPAC11).

Em relatório, o banco afirma que o desinvestimento não deve ser uma surpresa para os investidores. “A ideia é que a Ultrapar se torne mais focada no desenvolvimento de seus negócios em energia (Ipiranga, Ultragaz) e infraestrutura energética (Ultracargo)”, diz o BTG.

Ultrapar pronta para uma potencial aquisição de refinaria

O BTG parabeniza a conclusão da venda da Oxiteno, ao acreditar que reforça a mensagem positiva que traz para a empresa que, sem dúvida, tem lutado para aumentar a criação de valor como parte de seu portfólio, que carecia de muito potencial de sinergia.

“Quantitativamente falando, a avaliação veio praticamente em linha com nosso EV justo (assumindo o valor de US$ 1.300 milhões que não inclui arrendamentos de acordo com os novas normas contábeis IFRS16).

A avaliação implica um múltiplo EV/EBITDA 2021E de 6,7x.

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Em termos de alavancagem, o BTG espera que caia cerca de 1,3x após a conclusão do negócio, contribuindo para um balanço patrimonial mais enxuto e, sem dúvida, permitindo que a empresa acomode a potencial aquisição da refinaria Refap, que o BTG espera estar no destaque nos próximos meses.

Ainda uma história de reviravoltas desafiadoras

O BTG tem reiterado a postura mais conservadora em relação a Ultrapar, alegando que a falta de estratégia de crescimento consistente e estratégia de preços errática na Ipiranga, que ainda é o principal impulsionador de valor da UGP, oferece pouco espaço para ganhos positivos.

“Reconhecemos que a empresa está posicionada para se beneficiar de uma melhor abordagem de cima para baixo no ambiente brasileiro em termos de crescimento do PIB, mas continuamos céticos quanto ao crescimento e sustentabilidade do retorno sobre o capital na distribuição de combustível. Tudo combinado, vemos a avaliação múltiplo de-rating como merecido e permanecer neutro”, diz o BTG.

O preço alvo é de R$ 21.