A Minerva (BEEF3) entregou um segundo trimestre de 2021 sólido de acordo com relatório do BTG Pactual (BPAC11).
O desempenho da receita foi novamente o principal destaque, com volumes impressionantes na Athena e preços mais altos de carne bovina, permitindo que as vendas atingissem R$ 6,3 bilhões, 7% acima da estimativa do BTG e 43% maior a/a.
A margem bruta permaneceu pressionada em 16,6% (110bps abaixo da expectativa; 30bps maior t/t), mas a alavancagem operacional garantiu uma margem Ebitda de 8,7%, 20bps acima da projeção e ainda saudável em todos os aspectos.
O Ebitda foi 9% superior à estimativa em R$ 545 milhões graças às vendas mais fortes.
Ainda, a geração de FCF foi forte em R$ 425 milhões, após liberar R$ 406 milhões de capital de giro e compensar o impacto negativo do hedge cambial.
O índice de alavancagem permaneceu estável em 2,4x apesar do pagamento de dividendos.
O lucro líquido da Minerva foi novamente positivo em R$ 117 milhões, diz o BTG.
Athena foi o destaque
A Athena continua apresentando desempenho superior, com vendas em dólares expandindo 75% a/a ou até 20% t/t considerando uma base comparativa difícil.
O forte momentum no Paraguai persistiu e levou as vendas a mais do que dobrarem a/a (+ 31% t/t), enquanto a Argentina foi menos impactada pelas restrições de exportação impostas pelo governo do que o BTG esperava, com vendas aumentando 19% a/a (+12% t/t).
O Uruguai também manteve o desempenho positivo, levando a um crescimento da receita de 67% a/a (+ 22% t/t).
No Brasil, o ciclo negativo continua afetando o volume de gado (-6% a/a), embora a utilização da capacidade tenha melhorado 7,7p.p. a/a para 70,9%, sugerindo que foi ajustado para reduzir a oferta.
As receitas da divisão foram sólidas em R$ 2,9 bilhões (+ 42% a/a; + 9% t/t) devido aos preços mais altos, especialmente no mercado interno.
Execução da Minerva é destaque
Os resultados da Minerva atestam a assertividade da mentalidade da companhia orientada a capturar e executar boas operações mesmo em momentos mais adversos do mercado, diz o BTG.
A alavancagem permanece em níveis confortáveis, os dividendos são realidade e a pressão sobre as margens está sendo compensada por uma sólida execução comercial.
“A ação de fato parece barata, uma vez que historicamente está em níveis baixos de múltiplo e poderia provar ser um piso para o preço das ações após o recente desempenho mais fraco. Ainda assim, em um setor bastante pró-cíclico, tememos que isso possa não ser suficiente para impulsionar o desempenho com base em nossa visão de que o momentum da geração de receita irá se enfraquecer. A alocação de capital à medida que o crescimento for retomado também será fundamental para definir como os dividendos aparecerão no futuro. Mantemos recomendação neutra”, afirmam os analistas.
Por fim, o preço teto recomendado é de R$ 12.