A Magazine Luiza (MGLU3) reportou forte conjunto de números no segundo trimestre de 2021 (2TRI21), segundo o BTG (BPAC11).
O e-commerce desacelerou em relação aos trimestres anteriores, mas cresceu bem acima do mercado (e com uma base de comparação difícil do ano passado), enquanto a operação de B&M (varejo físico) mostrou uma grande recuperação com menos restrições de horário de funcionamento.
4O SSS (vendas nas mesmas lojas) cresceu 102% a/a (o BTG estimava 93%), enquanto o GMV do e-commerce cresceu 46% a/a, 4% acima da projeção (+63% em 3P e 40% em 1P), vs. 17% de crescimento a/a para o mercado geral, de acordo com o eBit, levando a um crescimento de 60% nas vendas totais, para R$ 13,7 bilhões (4% acima da estimativa).
A menor participação do e-commerce nas vendas totais (72% vs. 78% no 2T20) e o maior crescimento na divisão de marketplace levaram as margens bruta e EBITDA a crescer 70 bps e 260 bps, respectivamente, com EBITDA crescendo 222% a/a para R$ 464 milhões (1% acima do BTG) e lucro líquido de R$ 96 milhões (vs. -R$ 65 milhões no 2T20 e 13% acima das estimativas).
Além do grande crescimento do e-commerce, a Luizacred apresentou números sólidos no período, impulsionada, principalmente, pela receita de serviços.
Melhoria constante nos resultados da Luizacred
O lucro líquido da Luizacred totalizou R$ 48 milhões (vs. R$ 25 milhões no 2T20 e R$ 60 milhões nas estimativas do BTG), com crescimento de 19% a/a no portfólio da Luizacard (atingindo 6 milhões de cartões), enquanto a TPV cresceu 63% a/a para R$ 9,6 bilhões.
Enquanto o uso do cartão dentro das lojas do MGLU aumentou 123% a/a, o faturamento fora das lojas do MGLU cresceu 52% a/a.
A receita líquida aumentou 1,2% a/a, enquanto a empresa registrou provisões menores (7,5% a/a) e uma maior taxa de recuperação (as provisões líquidas de recuperações representaram 2,2% da carteira vs. 2,6% no 1T20), apesar do fim do Coronavoucher no período.
Magazine Luiza é uma das principais escolhas
Os resultados de Magazine Luiza mostraram mais uma vez o poder do ecossistema omnichannel da empresa, cada vez mais focado em um amplo portfólio de produtos e (agora) em mais serviços, que devem ser fundamentais para aumentar a aderência e o engajamento nos próximos anos (e fortalecidos por suas recentes aquisições), afirmam os analistas.
Apesar da desaceleração do e-commerce brasileiro em 2021 (com uma base comparativa ainda difícil no 3T21), que já pesou no preço das ações (-16% no acumulado do ano, mas ainda negociando a um valuation caro de 1,9x EV/GMV 2022), o BTG continua a ver a Magazine Luiza superando o mercado online e offline.
“A base de nossa tese estrutural positiva permanece centrada em dois pilares: (i) o e-commerce continuará crescendo a uma taxa secular, definida para pelo menos triplicar até 2025, com penetração crescente sobre as vendas totais do varejo; e (ii) como em mercados mais maduros, há tendência de consolidação à frente, com poucos vencedores”, diz o BTG.
O preço alvo é de R$ 26.