A BR Malls (BRML3) reportou “resultados decentes” no primeiro trimestre, superando as estimativas do BTG (BPAC11).
A receita líquida totalizou R$ 241 milhões (-19% a/a; 8% acima do BTG), enquanto o Ebitda ajustado veio em R$ 170 milhões (-17% a/a; 26% à frente do banco), explicado por menores despesas com SG&A e ganhos de R$ 12,5 milhões em procedimento arbitral.
O FFO foi de R$ 66 milhões (-36% a/a; 18% acima do BTG) e o LPA foi de R$ 0,07/ação, impactado por maiores despesas com juros (devido a algumas dívidas indexadas à inflação).
SSS da Br Malls caiu 25% a/a
Os números operacionais da Br Malls foram impactados pelas restrições da Covid-19 no trimestre, já que seus shoppings operavam a 70% do horário normal de operação, o que impactou as vendas nas mesmas lojas no 1T21 (queda de 25,3% a/a) e a taxa de inadimplência dos lojistas (que foi 14,3%, + 940 bps a/a).
Mas o BTG também viu resiliência: rendas nas mesmas lojas com aumento de 1,0% a/a; os custos de ocupação dos lojistas aumentaram 300bps aa para 15,2% das vendas; e a taxa de vacância subiu apenas 60 bps ano/ano (para 3,7%).
Trimestre sólido, diz BTG
No geral, o BTG acredita que a Br Malls relatou números decentes no primeiro trimestre, com o P&L superando as estimativas (alguns eventos pontuais também ajudaram) e números operacionais resilientes (baixa vacância taxa, apesar dos tempos difíceis).
A reabertura de shoppings e aceleração da vacinação deve abrir caminho para que a BR Malls recupere vendas, saúde financeira dos lojistas deve melhorar, e a empresa pode reduzir os descontos, afirmam os analistas.
Assim, a recomendação é de compra com base em uma avaliação barata de 13x P / FFO 2022E. Preço de R$ 14.






