A BRF (BRFS3) divulgou projeções para os próximos dez anos, durante evento BRF Day 2020 – Visão 2030. A companhia estima investir aproximadamente R$ 55 bilhões no período.
Conforme a nota, a companhia estabeleceu alavancagem financeira líquida (dívida líquida/Ebitda ajustado de 12 meses anteriores) de até 3 vezes.
No período de 2021 a 2023, a estimativa de atingimento de receita líquida de aproximadamente R$ 65 bilhões, com crescimento do Ebitda em duas vezes em relação ao patamar atual, considerando os últimos 12 meses findos em 30 de setembro de 2020.
A receita líquida e o Ebitda devem crescer aproximadamente 2,5 vezes em relação aos níveis atuais, segundo estimativas da BRF. A receita deve crescer mais de 60% no mercado brasileiro, durante o período de 2024 a 2026.
Já entre 2027 e 2030, a BRF estima atingimento de receita líquida em mais de R$ 100 bilhões e de crescimento do Ebitda em mais de 3,5 vezes em relação ao patamar atual, considerando os últimos 12 meses findos em 30 de setembro de 2020.
Com relação as margens, a BRF projeta margens Ebitda consistentes acima de 15%, margem líquida de aproximadamente 6%. Já o retorno sobre o capital investido (ROIC) de aproximadamente 16%.
BTG: BRF (BRFS3) apresenta bom conjunto de resultados
A Brasil Foods (BRFS3) reportou um bom conjunto de resultados do terceiro trimestre de 2020, avaliou o BTG Pactual (BPAC11).
Em relatório divulgou nesta terça-feira (10), os analistas consideraram que as margens nas operações internacionais foram mais fracas, mas foram compensadas pelo ambiente favorável no Brasil.
A receita líquida de R$ 9,9 bilhões (18% acima do 3TRI2019) foi 3% acima do esperado pelos analistas.
Assim como o Ebitda, que ficou 16% acima do esperado.
Os analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin ressaltaram a queda da margem bruta de 23,6% no comparativo entre os anos. Mas que foram compensadas com o bom controle de despesas, garantindo que a margem Ebitda caísse para 13,2%.
Veja como foram os resultados do terceiro trimestre da BRF.
Brasil salvou o trimestre
Segundo o BTG, o Brasil foi praticamente o único responsável pelo resultado mais forte da BRF.
“Assim como outras companhias brasileiras, acreditamos que o mix de vendas da BRF se beneficiou do maior consumo doméstico, junto com o aumento de receita, auxiliado pela ajuda financeira do governo”, dizem os analistas.
A perda de market share (-0,5p.p.) foi a principal ressalva, sugerindo que os ganhos foram, na verdade, um fenômeno de toda a indústria.
Operações internacionais da BRF abaixo da expectativa
Os números foram um pouco menos otimistas nos negócios internacionais da BRF.
Segundo o BTG, os indicadores ficaram abaixo das expectativas prévias. E também podem dar uma pista do que há por vir em termos de margens daqui para frente.
“Enquanto a margem Ebitda na Ásia permaneceu forte em 23,8%, exportações diretas registraram um Ebitda negativo com custos crescentes e preços negativos no comparativos entre os anos”, explicam os analistas do BTG.
Recomendação do BTG
Por fim, a análise do BTG parabeniza os resultados da BRF, assim como a geração de fluxo de caixa livre.
Mas o banco mantém neutra a recomendação para a BRF até que haja uma maior confiança no setor e normalização do ambiente de consumo no Brasil.
O preço-alvo para o ativo é de R$ 23.
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