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Melhor que previsto, Caged registra perda de 307,3 mil empregos em dezembro

Melhor que previsto, Caged registra perda de 307,3 mil empregos em dezembro

O País contabilizou uma perda de 307,311 mil empregos com carteira assinada em dezembro, segundo dados do Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados minutos atrás. O recuo foi melhor do que o previsto pelo mercado (queda de cerca de 320 mil), bem como do que o visto um ano antes, quando […]

O País contabilizou uma perda de 307,311 mil empregos com carteira assinada em dezembro, segundo dados do Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados minutos atrás. O recuo foi melhor do que o previsto pelo mercado (queda de cerca de 320 mil), bem como do que o visto um ano antes, quando o resultado havia sido negativo em 334,462 mil.

Os maiores desligamentos foram no setor de Serviços (-113.852) e na Indústria de Transformação (-104.634). O Comércio foi o único a apresentar saldo positivo com 19.122 vagas.

Na modalidade de trabalho intermitente, o saldo foi positivo: 8.825 novas vagas em dezembro. Comércio e Serviços dominaram as contratações com saldos de 3.797 e 3.103 novos postos, respectivamente. Já o trabalho parcial teve déficit de 2.293 vagas.

Melhor saldo desde 2013

O Brasil encerrou 2019 com 644 mil novos postos de trabalho, maior saldo de emprego com carteira assinada em números absolutos desde 2013. O número significa 115 mil postos a mais do que o registrado em 2018.

Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 39 milhões de vínculos – em 2018, esse número tinha ficado em 38,4 milhões.

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Setores

Todos os oitos setores da economia registraram saldo positivo em 2019. O destaque do ano ficou com Serviços, responsável pela geração de 382.525 postos.

No Comércio, foram 145.475 novas vagas e na Construção Civil, 71.115. O menor desempenho foi o da Administração Pública, com 822 novas vagas.

Estados e regiões

As cinco regiões fecharam o ano com saldo positivo. O melhor resultado absoluto foi o da região Sudeste, com a criação de 318.219 vagas.

Na região Sul, houve abertura de 143.273 postos; no Nordeste, 76.561; no Centro-Oeste, 73.450; e no Norte, 32.576.

Considerando a variação relativa do estoque de empregos, as regiões com melhores desempenhos foram Centro-Oeste, que cresceu 2,30%; Sul (+2,01%); Norte (+1,82%); Sudeste (+1,59%) e Nordeste (+1,21%).

Em 2019, o saldo também foi positivo para todas as unidades da federação, com destaque para São Paulo com a geração de 184.133 novos postos, Minas Gerais, com 97.720, e Santa Catarina, com 71.406.

Salários

Houve aumento real também nos salários. No ano, o salário médio de admissão nacional foi de R$ 1.626,06 e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.791,97. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), houve crescimento de 0,63% para o salário médio de admissão e de 0,7% para o salário de desligamento, na comparação com novembro do ano passado.

Modernização trabalhista

Em 2019, houve 220.579 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, o que foi proporcionado pela modernização da lei trabalhista. Entre os setores econômicos, os desligamentos ocorreram principalmente em Serviços (108.877), Comércio (53.304) e Indústria de Transformação (35.059).

Tá, e aí?

A equipe de análise da Wisir Research ressalta que os dados do Caged, historicamente, apresentam redução em relação ao número de vagas criadas no último mês de cada ano, refletindo o encerramento das contratações temporárias, em especial no comércio, para atender à demanda de final de ano.

Em um contexto geral, a retomada de emprego ainda não demonstrou a solidez e, principalmente, a velocidade aguardada pelo mercado, no que tange a este e a outros indicadores vitais à economia.

Ainda assim, somado ao dado do aumento de renda e uma compreensão maior sobre as alterações trabalhistas, aprovadas ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, o cenário se mostra promissor para 2020, alinhado com a previsão de crescimento do PIB.

E os juros?

O resultado não deve afetar a confiança dos investidores, tampouco mexer na curva de juros futuro, que nesta semana mostrou um aumento da aposta de que a Selic, possa sofrer um novo corte na próxima reunião do Copom, em 06 de fevereiro.