A Hidrovias do Brasil (HBAS3) ainda navega por mares agitados mesmo registrando uma melhora nos números de 2025. Análise do BB Investimentos avalia que a companhia segue exposta a eventos climáticos adversos, que podem restringir volumes transportados e pressionar a geração de receita e caixa. Apesar disso, a ação da companhia tem forte alta de mais de 4% nesta terça-feira (10).

Além disso, o relatório apontou que a redução da alavancagem decorreu da injeção de capital, da entrada de caixa com a venda do negócio de cabotagem e da melhora operacional, mas o exercício ainda apresentou prejuízo decorrente do reconhecimento da baixa dos ativos da navegação costeira.
“Apesar dos avanços, sob a ótica de crédito, consideramos que a companhia ainda apresenta elevado risco, em razão da sensibilidade climática e do histórico recente de volatilidade operacional”, diz trecho do relatório.
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No ano passado, a companhia apresentou dados operacionais mais fortes, com 17,9 milhões toneladas movimentadas (uma alta de 22% na comparação anual), impulsionadas pela normalização da navegabilidade nos Corredores Norte e Sul e por melhorias operacionais. Como consequência, o EBITDA ajustado recorrente totalizou R$ 1,1 bilhão – elevação de 95%. No consolidado, a receita líquida foi de R$ 2,4 bilhões e o resultado foi prejuízo líquido de R$ 141 milhões – ante prejuízo de R$ 569 milhões em 2024.
Com relação à alavancagem e endividamento, a empresa de navegação apresentava, no fim do ano passado, dívida bruta de R$ 3,7 bilhões (redução de 27% na comparação com 2024), caixa de R$ 1,5 bilhão e dívida líquida de R$ 2,2 bilhões.
Esses números levaram a uma alavancagem medida por dívida líquida/EBITDA ajustado de 2,3x. Além disso, a empresa concluiu a reestruturação de parte da dívida por meio da recompra do bond 2031 via 4ª emissão de debêntures com aval da Ultrapar (UGPA3), sua controladora.
Ao final do ano, pela primeira vez em sua história, a Hidrovias ficou abaixo do covenant das dívidas, com alavancagem de 2,3x (versus limite de 3,5x) e dívida protegida por instrumentos de hedge, mitigando a exposição a oscilações cambiais e de taxas de juros, segundo avaliou a casa de análise.
“Por fim, apesar do caixa robusto no curto prazo, a Hidrovias enfrenta um vencimento relevante após 2028, com concentração superior a R$ 2,1 bilhões no bloco de longo prazo”, completa o relatório.






