Café
Home
Notícias
Ações
Cosan reduz prejuízo para R$5,8 bilhões no 4º trimestre após impacto de impairment da Raízen

Cosan reduz prejuízo para R$5,8 bilhões no 4º trimestre após impacto de impairment da Raízen

Resultado foi impactado por efeitos contábeis ligados a ativos da Raízen, enquanto companhia registra queda da dívida

A Cosan (CSAN3) registrou prejuízo líquido de R$5,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, uma redução de 38% em relação ao prejuízo de quase R$9,3 bilhões no mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado nesta terça-feira. A receita operacional líquida caiu 18% no período, para R$9,6 bilhões.

De acordo com a empresa, o resultado foi impactado por efeitos pontuais e sem efeito caixa relacionados ao impairment de determinados ativos da investida Raízen (RAIZ4). Apesar do prejuízo contábil, analistas avaliam que a redução das perdas em relação ao ano anterior pode indicar melhora gradual na estrutura financeira da holding.

Dívida e estrutura de capital

A dívida líquida expandida do corporativo somou R$9,76 bilhões no trimestre, queda de 58% na comparação anual. A redução da alavancagem melhora a flexibilidade financeira da companhia e tende a reduzir a percepção de risco entre investidores.

Analistas do BTG Pactual destacam que a recente injeção de capital ajudou a restaurar o equilíbrio da estrutura financeira da Cosan. Esse movimento pode abrir espaço para um novo ciclo de geração de caixa, após anos marcados por forte volume de investimentos.

Portfólio e potencial de valorização

A Cosan mantém participações em empresas consideradas líderes em seus setores, formando um portfólio visto como difícil de replicar no mercado brasileiro. Esse conjunto de ativos sustenta a avaliação positiva de parte dos analistas sobre a holding.

Publicidade
Publicidade

Relatório do BTG Pactual aponta que as ações CSAN3 são negociadas com desconto estimado de cerca de 25% em relação ao valor de suas participações. Segundo os analistas, avanços que reduzam a percepção da Cosan como mera intermediária entre acionistas e fluxos de caixa das subsidiárias podem destravar valor para os investidores.