Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Brasil cria 2,7 milhões de empregos em 2021, conforme Caged

Brasil cria 2,7 milhões de empregos em 2021, conforme Caged

O Brasil criou 2,7 milhões de empregos em 2021, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com o levantamento, foram 20,7 milhões de contratações contra 18,0 milhões de demissões no período.

Também mostra que o indicador considera apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui os informais. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31).

Já o resultado de dezembro ficou negativo em 265,8 mil postos. O mês, tradicionalmente, fecha mais vagas do que abre, por causa das contratações temporárias para o Natal e o Ano Novo.

IBGE: taxa de desocupação fica em 13,8% no trimestre, maior da história

Publicidade
Publicidade

Destaques do Caged de dezembro:

▪️Agropecuária fecha 26.073vagas

▪️Indústria geral fecha 92.047 vagas

▪️Construção civil fecha 52.033 vagas

▪️Comércio abre 9.013 vagas

▪️Serviços fecha 104.670 vagas

Análise BTG

De acordo com o BTG Pactual (BPAC11), conforme relatório ao mercado, em dezembro o Caged apontou para o encerramento de 265 mil vagas, bastante abaixo do esperado pelo mercado e impactado negativamente pela sazonalidade.

“No mês, destaque para o encerramento de -104,6 mil vagas no setor de Serviços e -92,04 mil na Indústria Geral”, destacou.

E disse mais: “a despeito do dado negativo no mês, em 2021 o Caged apontou para a criação 2,73 milhões de novos postos. Observamos que a forte criação de vagas tem relação com a reabertura da economia, visto que o setor de Serviços apresentou a criação líquida de 1,2 milhões vagas e o Comércio 0,64 milhão de vagas, impulsionada pela recomposição de estoques.”

E para frente?

O banco de investimentos diz acreditar que o dado abaixo do esperado pode ser reflexo da piora recente do cenário de atividade econômica, que ainda não está sendo capturada pelos dados da PNAD. “Assim, entendemos que há espaço para retomada de alguns subgrupos, principalmente pelas menores restrições de mobilidade social e pela necessidade de recomposição de estoques na indústria de transformação”, destacou.

E concluiu: “entretanto, os novos riscos fiscais, somados a uma maior inflação e a necessidade de uma Selic em patamar ainda mais contracionista como resposta, podem prejudicar a realização de investimentos, impactando dados mais expressivos na criação de empregos em 2022.”