O Brasil ocupa a posição de número 106 entre os 180 países catalogados no ranking de percepção da corrupção elaborado pela organização não governamental Transparência Internacional.
O lugar atual é um pior do que o registrado no levantamento de 2018, ano em que o País havia despencado nove posições na tabela.
De acordo com Guilherme France, coordenador de pesquisa do Transparência Internacional, a queda de uma posição é reflexo do que aconteceu no País em 2019.
“Embora a gente sempre advogue por reformas e por melhorias, o que nós tivemos no último ano foram ataques a instituições que já estavam colocadas, leis que já estavam vigentes, sendo respeitadas há anos”.
Entre os problemas, France citou a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, que suspendeu as investigações de processos baseados em dados fiscais repassados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
“A própria paralisação das atividades do Coaf e do compartilhamento de informações financeiras é absolutamente inédita se considerarmos que a lei de lavagem de dinheiro é de 1999. Desde 1999, as informações vinham sendo compartilhadas normalmente”.
A pontuação
A pontuação, que vai de 0 a 100, sendo que quanto mais próximo de 100 menos o país é considerado corrupto, manteve-se em 35 na última divulgação do ranking.
De acordo com reportagem da Agência Brasil, o critério para definição do ranking é feito a partir de levantamentos e pesquisas de 12 instituições de credibilidade internacional, como o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e a fundação alemã Bertelsmann Stiftung.
O ranking
Os líderes do ranking do Transparência Internacional são Nova Zelândia e Dinamarca, com 87 pontos. Nas Américas, os países com melhor pontuação são o Canadá, com 77, e o Uruguai, com 71 pontos, respectivamente.






