O presidente Jair Bolsonaro determinou nessa terça-feira (21) a criação do Conselho da Amazônia. O anúncio foi feito via Twitter e a coordenação será do vice-presidente da República, Hamilton Mourão.
“Determinei a criação do Conselho da Amazônia, a ser coordenado pelo Vice Presidente @GeneralMourao, utilizando sua própria estrutura, e que terá por objetivo coordenar as diversas ações em cada ministério voltadas p/ a proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia”, escreveu nessa terça, na rede social.
Sublinhar que a estrutura será da própria vice-presidência foi uma forma de evitar que críticas à criação de mais uma estrutura estatal viessem na sequência.
Objetivo
Segundo explicou o presidente, o objetivo do conselho será coordenar as diversas ações em cada ministério voltadas para a proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia: “dentre outras medidas determinadas está também a criação de uma Força Nacional Ambiental, à semelhança da Força Nacional de Segurança Pública, voltada à proteção do meio ambiente da Amazônia”.
Resposta a Davos
Bolsonaro não viajou a Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. Em seu lugar, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, chefiou a delegação brasileira.
O ministro, entretanto, foi na contramão do que pensam ambientalistas, em sua participação no painel “Shaping the Future of Advanced Manufacturing”. Para ele “o grande inimigo do meio ambiente é a pobreza. Destroem porque estão com fome”.
Além disso, disse que o mundo precisa de mais comida e que é preciso usar defensivos agrícolas para que seja possível produzir mais: “Isso é uma decisão política, que não é simples, é complexa”.
A ativista sueca Greta Thunberg, por sua vez, disse que “estamos todos lutando pelo clima e pelo meio ambiente, mas, se olharem de uma perspectiva geral, na prática, não se fez nada. Precisamos de muito mais do que isso”.
“A ciência e a voz dos jovens não são o centro da conversa, mas precisam ser”, afirmou.
Já o discurso de Donald Trump parece estar mais associado ao da delegação brasileira. O presidente norte-americano disse que “temos que rejeitar os eternos catastrofistas e suas previsões apocalípticas”.
Trump acusou os “herdeiros dos insensatos videntes do passado” de se enganarem sobre a mudança climática, e bradou que “nunca deixaremos os socialistas radicais destruírem nossa economia”, referindo-se a seus rivais democratas na eleição presidencial americana de 2020.
Com informações do UOL e da Agência Brasil.






