Café
Home
Notícias
Bolsa fecha estável, com mais 0,05%, depois de passar o dia no negativo

Bolsa fecha estável, com mais 0,05%, depois de passar o dia no negativo

Bolsa de valores fecha estável, com mais 0,05%, depois de passar o dia no negativo, apesar dos bons ganhos vistos nos principais índices de NY

A bolsa de valores, nesta quinta-feira (20), fechou praticamente estável, com mais 0,05%, a 122.700,79 pontos. O índice nacional se recuperou na reta final, passando a maior parte do dia em queda, embora com pouca variação, na contramão de Wall Street, cujos ganhos foram até expressivos, nos principais índices.

Dados econômicos nos Estados Unidos melhores que o esperado, como dos pedidos de seguro-desemprego, ajudaram a manter um bom humor geral entre os agentes de mercado.

No Brasil, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, investigando as ações do governo federal no combate à pandemia, voltou a ouvir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, em uma sessão cansativa e novamente bastante tensa, com o general enrolando nas respostas e se contradizendo mais uma vez.

E a privatização da Eletrobras (ELET3 ELET6) deu um passo importante, com a aprovação do texto-base de MP na Câmara dos Deputados, embora com problemas.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 122.136,16 pontos (-0,41%); e na máxima, 122.733,95 pontos (+0,08%).

Publicidade
Publicidade

O volume financeiro negociado foi de R$ 27,950 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (17): +0,87% (122.937,87 pontos)
  • terça-feira (18): +0,03% (122.979,96 pontos)
  • quarta-feira (19): -0,28% (122.636,30 pontos)
  • quinta-feira (20): +0,05% (122.700,79 pontos)
  • semana: +0,67%
  • maio: +3,20%
  • 2021: +3,09%

Dólar

O dólar perdeu valor nesta quarta. A moeda norte-americana caiu 0,73%, valendo R$ 5,2771.

  • segunda-feira (17): -0,09% a R$ 5,2663
  • terça-feira (18): -0,22% a R$ 5,2545
  • quarta-feira (19): +1,17% a R$ 5,3158
  • quinta-feira (20): -0,73% a R$ 5,2771
  • semana : +0,13% a R$ 5,2771

Euro

  • segunda-feira (17): +0,09% a R$ 6,4071
  • terça-feira (18): +0,33% a R$ 6,4283
  • quarta-feira (19): +0,52% a R$ 6,4616
  • quinta-feira (20): -0,05% a R$ 6,4584
  • semana: +0,89% a R$ 6,4584

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +5,20% a R$ 213.950,18
  • Ethereum: +8,99% a R$ 14.916,40
  • Binance: +4,76% a R$ 2.088,99

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA subiram, recuperando-se de três dias consecutivos de prejuízos, com as últimas reivindicações de desemprego surpreendendo positivamente a todos.

Na semana finalizada em 15 de maio, os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos ficaram em 444 mil, ante 478 mil da semana anterior (ajustados dos 473 mil anunciados anteriormente).

O resultado veio melhor do que o mercado projetava, que eram 450 mil novos pedidos.

Este é o nível mais baixo para reivindicações desde 14 de março de 2020, antes do início da pandemia, quando os pedidos chegavam a 256 mil. E reforça a tese de que o mercado de trabalho e a economia americana estão em recuperação – e dá argumentos ao debate quanto à alta da inflação e, consequentemente, dos juros; e também à necessidade ou não de mais estímulos do governo em um cenário de retomada já em andamento.

“Os pedidos de auxílio-desemprego lidos mostram mais uma vez que estamos indo na direção certa”, disse à CNBC Mike Loewengart, diretor-gerente de estratégia de investimento da E-Trade Financial. “Embora a inflação tenha sido a estrela do show, tenha em mente que é uma via de duas mãos – com o emprego como o outro lado”.

Tesla, ações de chips e outras partes especulativas do mercado, que sofreram um grande golpe na sessão anterior, se recuperaram na quinta-feira, em meio a uma recuperação nos preços do bitcoin.

“A criptografia, afinal, é o garoto-propaganda da especulação induzida pela liquidez e o fato de que agora está murchando… dá crédito à sensação de que os mercados de risco estão agora começando a se ajustar à perspectiva de liquidez de pico”, disse o JPMorgan, em uma nota.

Ma Europa, os índices principais subiram, com os investidores assumindo mais riscos, depois da queda nos preços das criptomoedas.

Na contramão, nos mercados mais relevantes da Ásia-Pacífico, o vermelho do prejuízo se fez valer, muito por conta do avanço preocupante da covid-19 no sul da Ásia, que encara agora a nova variante da Índia, que colocou novamente o mundo em alerta.

Nova York

  • S&P: +1,06%
  • Nasdaq: +1,77%
  • Dow Jones: +0,55%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +1,60%
  • DAX (Alemanha): +1,70%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +1,00%
  • CAC (França): +1,29%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,59%
  • FTSE MIB (Itália): +0,88%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -0,11%
  • SZSE Component (China): +0,35%
  • China A50 (China): +0,44%
  • DJ Shanghai (China): -0,08%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,69%
  • SET (Tailândia): -0,49%
  • Nikkei (Japão): +0,19%
  • ASX 200 (Austrália): +1,27%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,34%

Brasil: ambiente político e econômico

A Câmara dos Deputados aprovou, por 313 votos a 166, o texto-base da Medida Provisória 1031/21, que viabiliza a desestatização da Eletrobras (ELET6), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no País.

O Plenário começou a analisar na noite desta quarta (19) os destaques apresentados pelos partidos para tentar modificar o texto do relator, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA).

O modelo adotado pela MP prevê a emissão de novas ações da Eletrobras a serem vendidas no mercado sem a participação da empresa, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

A aprovação da MP da Eletrobras representa uma vitória da agenda liberal do ministro Paulo Guedes e abre caminho para a privatização da estatal. A União fará uma capitalização da empresa, com lançamento de ações em bolsa, mas não participará da operação.

Apesar de perder o controle, a União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas a fim de evitar que algum deles ou um grupo de vários detenha mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

A votação ocorreu após os governistas entrarem em acordo com o relator para que a contratação de usinas térmicas a gás e de pequenas centrais elétricas (PCHs) ocorra, mas não seja uma condição prévia à capitalização.

Numa versão anterior do texto, o relator condicionava a privatização aos leilões, o que atrasaria o cronograma do governo.

Na área de negócios, a MMX Mineração (MMXM3) confirmou, em comunicado ao mercado, que a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu decretar a falência da companhia e da MMX Corumbá Mineração, controladas por Eike Batista.

“A 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou provimento ao agravo da Companhia contra a decisão da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, que havia decretado em 21 de agosto de 2019 a falência da companhia e de sua controlada MMX Corumbá Mineração”, anuncia a nota,

Assim, a decisão anterior, que em 28 de agosto de 2019 havia suspendido os efeitos da falência, deixou de ter efeito.

No campo político, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, investigando as ações do governo federal no combate à pandemia, voltou a ouvir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, em uma sessão cansativa e novamente bastante tensa, com o general enrolando nas respostas e se contradizendo mais uma vez.

Já na área de dados, apesar da expectativa positiva com as vendas de Dia das Mães, a confiança do empresário do comércio caiu em maio em relação ao mês anterior. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve redução de 1,2%, atingindo 91,3 pontos. Assim, o índice aparece na zona de insatisfação (abaixo de 100 pontos) pela segunda vez consecutiva.

Apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec foi divulgado hoje (20).

Segundo a entidade, a performance do Icec prenuncia um começo de ano preocupante, apesar dos esforços das políticas públicas para mitigar os efeitos sobre o consumo e o mercado de trabalho.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou hoje os resultados da Sondagem Industrial.

De acordo com os dados, depois de atingir nível crítico no segundo semestre do ano passado, o estoque das indústrias recuperou-se em abril. Assim, voltou a ficar próximo do planejado, reduzindo a escassez de matéria-prima.

O índice de estoques encerrou abril em 49,6 pontos, próximo da linha divisória de 50 pontos. Indicadores abaixo de 50 pontos mostram estoques abaixo do planejado. Acima desse valor, estão acima do previsto.

Por fim, impulsionada pela fraca base de comparação e por recolhimentos atípicos de algumas grandes empresas, a arrecadação federal em abril bateu recorde para meses de abril. Segundo dados divulgados hoje (20) pela Receita Federal, o governo arrecadou R$ 156,822 bilhões no mês passado, com aumento de 45,22% acima da inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor é o maior da história para meses de abril desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. Nos quatro primeiros meses do ano, a arrecadação federal soma R$ 602,722 bilhões, com alta de 13,62% acima da inflação pelo IPCA, também recorde para o período.

A arrecadação superou as previsões das instituições financeiras. No relatório Prisma Fiscal, pesquisa divulgada pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado estimavam que o valor arrecadado ficaria em R$ 135,633 bilhões em abril, pelo critério da mediana (valor central em torno dos quais um dado oscila).

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 52 subiram, 2 ficaram estáveis (EZTC3 e TIMS3) e as outras 30 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 111,11 (-1,02%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 25,93 (-0,84%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,29 (+0,55%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 25,81 (+0,94%)
  • Eletrobras (ELET3): R$ 41,70 (-1,88%)

Maiores altas

  • BRF (BRFS3): R$ 23,16 (+5,18%)
  • Locamerica (LCAM3): R$ 26,29 (+5,12%)
  • Localiza (RENT3): R$ 62,47 (+4,53%)
  • Totvs (TOTS3): R$ 31,76 (+3,86%)
  • BR Malls (BRML3): R$ 11,08 (+3,84%)

Maiores baixas

  • Suzano (SUZB3): R$ 63,18 (-4,19%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 34,30 (-3,30%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 31,33 (-3,06%)
  • Eletrobras (ELET6): R$ 41,13 (-3,02%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 15,14 (-2,95%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: 0,00% (52.908,84 pontos)
  • IBrX 50: -0,15% (20.625,93 pontos)
  • IBrA: +0,09% (4.984,64 pontos)
  • SMLL: +0,91% (2.984,76 pontos)
  • IFIX: +0,18% (2.806,47 pontos)
  • BDRX: +0,52% (12.648,23 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (julho)/barril

  • segunda-feira (17): +1,09% (US$ 69,46)
  • terça-feira (18): -1,08% (US$ 68,71)
  • quarta-feira (19): -2,98% (US$ 66,66)
  • quinta-feira (20): -2,33% (US$ 65,11)
  • semana: -5,30% (US$ 65,11)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (17): +1,38% (US$ 66,27)
  • terça-feira (18): -1,18% (US$ 65,50)
  • quarta-feira (19): -3,25% (US$ 63,36)
  • quinta-feira (20): -2,33% (US$ 61,94)
  • semana: -5,38% (US$ 61,94)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (17): +1,60% (US$ 1.867,60)
  • terça-feira (18): +0,02% (US$ 1.868,00)
  • quarta-feira (19): +0,72% (US$ 1.881,50)
  • quinta-feira (20): +0,02% (US$ 1.881,90)
  • semana: +2,36% (US$ 1.881,90)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (17): +2,51% (US$ 28,27)
  • terça-feira (18): +0,21% (US$ 28,33)
  • quarta-feira (19): -1,09% (US$ 28,03)
  • quinta-feira (20): -0,66% (US$ 27,87)
  • semana: +0,97% (US$ 27,87)

Com Wisir Research, BDM e CNBC