A bolsa de valores despencou nesta quinta-feira (2): menos 2,28%, indo a 116.677,08 pontos. O Ibovespa se descolou totalmente dos principais índices de Nova York, que embora tenham subido pouco, fecharam todos no azul.
No Brasil, o tomismo de ontem se esvaiu entre os dedos, tornando os ganhos de ontem pouco palpáveis, graças a novos números frustrantes da economia nacional. Se ontem o Produto Interno Bruto (PIB) mostrou recuo de 0,1% no segundo trimestre de 2021, hoje foi a produção industrial que recuou 1,3%.
Nos Estados Unidos, farol dos avanços e recuos brasileiros, novos pedidos de seguro-desemprego ficaram em 340 mil esta semana, o que se mostrou melhor do que a projeção.
Mas daí veio a Câmara dos Deputados e aprovou destaque do partido Republicanos que diminui, de 20% para 15%, a alíquota do Imposto de Renda retido na fonte dos lucros e dividendos distribuídos pelas empresas aos acionistas. Apesar da diminuição, um desânimo geral pôde ser sentido entre os agentes de mercado, que desejavam que lucros e dividendos continuassem isentos de contribuição.
Dessa forma, o Ibovespa apresentou na mínima 116.534,32 pontos (-2,40%); e na máxima, 119.396,59 pontos (+0,0001%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 30,100 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (30): -0,78% (119.739,96 pontos)
- terça-feira (31): -0,80% (118.781,03 pontos)
- quarta-feira (1º): +0,52% (119.395,60 pontos)
- quinta-feira (2): -2,28% (116.677,08 pontos)
- semana: -3,31%
- setembro: -1,77%
- 2021: -1,97%
Juros
- D1F22: +0,03 p.p. para 6,86%
- D1F23: +0,10 p.p. para 8,69%
- D1F24: +0,16 p.p. para 9,43%
- D1F25: +0,15 p.p. para 9,78%
- D1F26: +0,20 p.p. para 10,00%
- D1F27: +0,18 p.p. para 10,20%
- D1F28: +0,15 p.p. para 10,32%
- D1F29: +0,17 p.p. para 10,47%
- D1F30: +0,01 p.p. para 10,35%
- D1F31: +0,19 p.p. para 10,66%
Dólar
O dólar ficou praticamente estável. A moeda norte-americana ganhou apenas 0,03% e passou a valer R$ 5,1832.
- segunda-feira (30): -0,12% a R$ 5,1893
- terça-feira (31): -0,34% a R$ 5,1719
- quarta-feira (1º): +0,20% a R$ 5,1824
- quinta-feira (2): +0,03% a R$ 5,1832
- semana: -0,23%
Euro
- segunda-feira (30): -0,34% a R$ 6,1145
- terça-feira (31): -0,57% a R$ 6,0797
- quarta-feira (1º): +1,01% a R$ 6,1410
- quinta-feira (2): +0,35% a R$ 6,1621
- semana: +0,45%
Criptomoedas*
- Bitcoin: +4,35% a R$ 256.888,47
- Ethereum: +3,31% a R$ 19.670,84
- Tether: +1,82% a R$ 5,19
- Cardano: +6,12% a R$ 15,39
- Binance: +2,10% a R$ 2.521,98
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
Os índices em Nova York se movimentaram com ganhos nesta quinta, mas eles foram ficando mais minguado mais perto do final do dia.
Os novos pedidos de seguro-desemprego os Estados Unidos ficaram em 340 mil esta semana, ante projeção de 345 mil e leitura de 354 mil da semana passada (revisados de 353 mil). O dado foi divulgado hoje pelo Departamento de Trabalho.
Amanhã (3) sai o payroll, folha de pagamentos oficial dos EUA, que dará um panorama mais claro da retomada do mercado de trabalho americano. Este item é crucial para a tomada de decisão do Federal Reserve (Fed) quanto à retirada de estímulos da economia.
“Com os pedidos de auxílio-desemprego atingindo um nível pandêmico, há definitivamente algum otimismo enquanto olhamos para o cenário de amanhã”, disse Mike Loewengart, diretor-gerente de estratégia de investimento da E-Trade, para a CNBC. “Por um lado, amanhã, um relatório de empregos sólido é uma indicação positiva da recuperação econômica e, por outro lado, ele apoia o Fed para começar a diminuir sua política de estímulos”.
O presidente do Fed, Jerome Powell, enfatizou a necessidade de dados mais sólidos sobre empregos antes que o banco central comece a desfazer seu maciço programa de compra de títulos, colocando um foco maior no relatório oficial de empregos que será divulgado nesta sexta-feira.
Embora setembro costume ser um dos meses mais fracos do ano, muitos têm uma visão construtiva do mercado, visto que o cenário técnico permanece sólido e a reabertura econômica da pandemia continua.
“A marcha implacável de alta com a baixa volatilidade nas ações dos EUA continua e com amplitude, posicionamento de volume e medidas de sentimento todos positivos em nossa visão, esperamos que a recuperação se estenda ainda mais para novas altas”, disse o Credit Suisse em uma nota na quarta-feira.
As ações dos mercados da Ásia, Pacífico e da Europa, assim como em Wall Street, ficaram cautelosos e fecharam sem uma direção definida, no aguardo da prova de fogo da geração de empregos na maior economia do mundo.
Nova York
- S&P 500: +0,28%
- Nasdaq: +0,14%
- Dow Jones: +0,37%
Europa
- Euro Stoxx 50 (Europa): +0,11%
- DAX (Alemanha): +0,10%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,20%
- CAC (França): +0,07%
- IBEX 35 (Espanha): -0,11%
- FTSE MIB (Itália): +0,20%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +0,84%
- SZSE Component (China): -0,26%
- China A50 (China): -0,18%
- DJ Shanghai (China): +1,07%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,24%
- SET (Tailândia): +0,81%
- Nikkei (Japão): +0,33%
- ASX 200 (Austrália): -0,55%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,97%
Brasil: ambiente político e econômico
A produção industrial recuou 1,3% na passagem de junho para julho, após retração de 0,2% no mês anterior. O resultado veio pior do que a projeção de queda de 0,5%.
No ano, a indústria tem alta de 11% e, em doze meses, de 7%. Com o resultado de julho, a produção industrial fica 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.
“Em linhas gerais, o comportamento de julho não difere muito do que a gente vem observando ao longo desse ano, já que dos sete meses, em cinco houve queda”, explica André Macedo, gerente da pesquisa.
Ainda nos dados, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, variou 1,44% na última leitura de agosto, ante 1,40% da quadrissemana anterior.
Houve avanço de preços nos grupos Alimentação, Transportes, Despesas Pessoais e Vestuário. E recuo em Habitação, Saúde e Educação.
A queda de 0,1% no PIB dá sinais de que a crise econômica do país pode ser prolongada, de acordo com a Folha de S.Paulo. O recuo de 0,1% do PIB no 2º tri frustra estimativas. De acordo com o jornal, a recuperação é estrangulada pelas crises hídrica e politica.
De acordo com o Valor Econômico, este resultado abaixo do esperado faz com que projeções sejam revistas para baixo. Segundo O Globo, com o PIB estagnado e crises, as previsões para 2022 são derrubadas. Instabilidade política e risco de racionamento também ameaçam retomada.
O que se viu de mais importante foi que a Câmara dos Deputados provou ontem (1) o texto-base da reforma do Imposto de Renda, por 398 votos a favor e 77 contra.
O foco ficou com a aprovação do destaque do partido Republicanos que diminui, de 20% para 15%, a alíquota do Imposto de Renda retido na fonte dos lucros e dividendos distribuídos pelas empresas aos acionistas. O destaque foi aprovado com 319 votos contra 140, e duas abstenções. As informações são da Agência Câmara.
A alíquota de 20% constava no texto-base do projeto das novas regras do Imposto Renda (PL 2337/21), aprovado ontem (1). É a mesma alíquota proposta pelo governo federal, autor do projeto.
Os investidores pessoa física estão isentas da tributação de lucros e dividendos desde 1996.
O relator do projeto, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), defendeu a manutenção dos 20%. De acordo com Sabino, a alíquota maior é compensada por outros dispositivos do texto que reduzem a tributação pelo IR.
O argumento é de que a taxação menor favorece o setor produtivo. “É preciso valorizar quem produz”, disse Efraim Filho (DEM-PB).
Cabe ressaltar que para as novas regras entrarem em vigor, ainda é necessária aprovação do projeto pelo Senado Federal e posterior sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Em mais um capítulo da crise institucional que o país vive, cresce a adesão da ala radical de policiais militares ao bolsonarismo. De acordo com o Estadão, pesquisa constatou que alta foi maior entre oficiais do que entre praças, como observado nas redes sociais. Polícia Civil e Polícia Federal, no entanto, têm adesão menor.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, apenas 4 subiram e todas as outras 80 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 98,54 (-0,31%)
- Petrobras (PETR4): R$ 26,60 (-1,63%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,94 (-3,61%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 22,28 (-3,59%)
- Ambev (ABEV3): R$ 16,52 (-4,29%)
Maiores altas
- Assaí (ASAI3): R$ 17,54 (+2,99%)
- Engie (EGIE3): R$ 39,08 (+1,03%)
- PetroRio (PRIO3): R$ 18,77 (+0,75%)
- Sabesp (SBSP3): R$ 36,49 (+0,08%)
Maiores baixas
- Cielo (CIEL3): R$ 2,60 (-6,47%)
- Via (VIIA3): R$ 9,64 (-6,13%)
- Lojas Americanas (LAME4): R$ 5,78 (-5,86%)
- Santander (SABN11): R$ 39,48 (-5,23%)
- Eletrobras (ELET3): R$ 36,75 (-4,99%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: -2,03% (50.118,26 pontos)
- IBrX 50: -2,06% (19.496,80 pontos)
- IBrA: -1,97% (4.729,37 pontos)
- SMLL: -2,07% (2.786,57 pontos)
- IFIX: -0,19% (2.745,42 pontos)
- BDRX: -0,24% (13.766,35 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (novembro)/barril
- segunda-feira (30): +0,87% (US$ 73,33)
- terça-feira (31): -0,83% (US$ 71,63)
- quarta-feira (1º): -0,06% (US$ 71,59)
- quinta-feira (2): +1,80% (US$ 72,88)
- semana: +2,61%
Petróleo WTI (outubro)/barril
- segunda-feira (30): +0,49% (US$ 69,08)
- terça-feira (31): -1,03% (US$ 68,50)
- quarta-feira (1º): +0,13% (US$ 68,59)
- quinta-feira (2): +1,82% (US$ 69,84)
- semana: +1,41%
Ouro (dezembro)/onça-troy
- segunda-feira (30): -0,49% (US$ 1.810,55)
- terça-feira (31): +0,32% (US$ 1.818,00)
- quarta-feira (1º): -0,18% (US$ 1.814,75)
- quinta-feira (2): -0,25% (US$ 1.811,50)
- semana: -0,42%
Prata (dezembro)/onça-troy
- segunda-feira (30): -0,41% (US$ 24,01)
- terça-feira (31): -0,12% (US$ 23,98)
- quarta-feira (1º): +0,67% (US$ 24,17)
- quinta-feira (2): -1,18% (US$ 23,94)
- semana: -1,14%
Com Wisir Research, BDM e CNBC






