A bolsa de valores subiu 0,81% nesta quarta-feira (26), indo para 123.989,17 pontos, com mais apetite do que os principais índices em Nova York, que até fecharam no positivo, mas não sem um bocado de luta.
O mercado viu um resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mais fraco do que esperado, mas ainda assim um avanço. O mercado de trabalho brasileiro registrou em abril de 2021 a abertura de 120.935 vagas com carteira assinada. No total, o saldo de contratações no ano ficou positivo em 957.889 postos. O resultado ficou abaixo das 172.500 vagas esperadas pelo mercado, de acordo com a pesquisa da Reuters.
Lá fora, os índices se sustentam na boa performance dos Estados Unidos no enfrentamento da pandemia, com a média de novos casos diários e de óbitos decrescendo constantemente, à medida que a vacinação avança.
Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 122.987,79 pontos (0,00%); e na máxima, 124.255,69 pontos (+1,03%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 29,3500 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (24): +1,17% (124.031,62 pontos)
- terça-feira (25): -0,84% (122.987,71 pontos)
- quarta-feira (26): +0,81% (123.989,17 pontos)
- semana: +1,14%
- maio: +4,29%
- 2021: +4,18%
Dólar
O dólar caiu nesta quarta. A moeda norte-americana desceu 0,45%, valendo R$ 5,3133.
- segunda-feira (24): -0,53% a R$ 5,3247
- terça-feira (25): +0,23% a R$ 5,3371
- quarta-feira (26): -0,45% a R$ 5,3133
- semana : -0,75% a R$ 5,3133
Euro
- segunda-feira (24): -0,50% a R$ 6,4972
- terça-feira (25): +0,52% a R$ 6,5307
- quarta-feira (26): -0,85% a R$ 6,4750
- semana: -0,83% a R$ 6,4750
Criptomoedas*
- Bitcoin: +4,43% a R$ 204.661,49
- Ethereum: +10,01% a R$ 14.558,20
- Binance: +14,68% a R$ 1.951,71
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
As ações nos Estados Unidos se recuperaram levemente nesta quarta, com todos os mais importantes índices no azul de maneira modesta.
A CNBC sugere que o pouco otimismo na economia visto hoje vem com a média diária de casos de Covid-19 nos EUA caindo para menos de 25.000. Quase metade da população dos EUA recebeu pelo menos uma dose de vacinação. Tal confirmação vai sedimentando a ideia de uma reabertura maior e mais pujante.
“Continuamos buscando uma forte recuperação do crescimento econômico em 2021, com baixas taxas de juros e aumentos moderados na inflação”, disse Scott Wren, estrategista sênior de mercado global da Wells Fargo, em matéria da própria CNBC. “Este cenário deve favorecer a maioria dos mercados de ações em todo o mundo, e especialmente os mercados e setores mais intimamente relacionados ao crescimento econômico”.
Parece óbvio, mas há ainda muitos empecilhos pela frente. Um deles é a inflação. Outro segue sendo a Bitcoin, a criptomoeda mais forte do pedaço, que anda dando sustos e mais sustos, mas vem se recuperando na corrente semana. Um Bitcoin desprestigiado (bem como outras criptomoedas) podem sugerir menos afeição ao risco, infectando as ações em bolsa.
Um dos entraves das criptomoedas é o processo de mineração para consegui-las. O vai-e-vem em defesa delas esbarra no esforço energético para sustentá-las. O governo do Irã, por exemplo, anunciou a proibição da mineração. O próprio presidente do país, Hassan Rouhani, mostrou tal preocupação. O processo de mineração tem sido apontado como responsável pelo uso intensivo de energia que anda gerando apagões em várias cidades iranianas.
A proibição entra em vigor imediatamente e permanecerá em vigor até 22 de setembro. As autoridades locais culpam a escassez de gás natural, uma seca prolongada que prejudica as usinas hidrelétricas do país e, cada vez mais, a mineração (especialmente os mineradores ilegais, que são muitos) como causa dos blecautes.
A China também faz uma ofensiva. O país segue sua intenção de continuar uma repressão ao comércio de criptomoedas. A região da Mongólia propôs punições para empresas e indivíduos envolvidos na mineração.
A medida ocorre depois que o vice-premiê chinês Liu He disse na semana passada em um comunicado que é necessário “reprimir a mineração e o comportamento de comércio de Bitcoins” para evitar a “transmissão de riscos individuais para o campo social”.
Voltando aos Estados Unidos, os investidores ficaram de olho em Washington e em qualquer desenvolvimento de um acordo para o megaprojeto de infraestrutura que pudesse impulsionar a economia ainda mais. Os republicanos do Senado planejam enviar ao presidente Joe Biden uma contra-oferta esta semana que custa quase US$ 1 trilhão. Ainda tem chão para um acordo.
Esta quarta-feira também marcou o 125º aniversário do Dow Jones Industrial Average, que estreou com 12 membros. Seu melhor ano ocorreu em 1915, quando o benchmark subiu 81,7%, enquanto 1931 marcou seu pior ano com uma perda de 52,7%.
Em uma reviravolta curiosa sobre as origens da pandemia, o presidente norte-americano Joe Biden ordenou uma análise mais detalhada dos seus serviços de inteligência do que ele afirmou serem dois cenários igualmente plausíveis das origens da Covid-19.
Biden revelou que no início deste ano seus investigadores passaram a investigar a possibilidades, “incluindo se surgiu do contato humano com um animal infectado ou de um acidente de laboratório”. Esta última é fruto de muitas teorias da conspiração, especialmente em grupos de Whatsapp, mas rechaçada pelos maiores cientistas do planeta, inclusive da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“A partir de hoje, a Comunidade de Inteligência dos EUA se uniu em torno de dois cenários prováveis, mas não chegou a uma conclusão definitiva sobre esta questão”, disse Biden, em comunicado. “Aqui está a posição atual: enquanto há inclinações para o cenário de contato humano, há outra para o cenário de vazamento de laboratório – cada um com confiança baixa ou moderada; a maioria dos elementos não oferece informações suficientes para avaliar um ser mais provável do que o outro”, disse Biden.
A questão é importante, pois pode levar a um conflito diplomático com a China, caso a tese do vazamento seja confirmada, pois levaria a crer em uma manipulação de dados e informação pela segunda maior economia do mundo.
Do outro lado do Atlântico, os formuladores de políticas do Banco Central Europeu indicaram que a conversa sobre a redução gradual das compras de títulos de emergência pode ser prematura neste momento, em possível concordância com o Federal Reserve nos EUA.
Para os bancos centrais, ainda é cedo para apertar as políticas econômicas.
Nova York
- S&P: +0,19%
- Nasdaq: +0,59%
- Dow Jones: +0,03%
Europa
- Euro Stoxx 600 (Europa): -0,11%
- DAX (Alemanha): -0,09%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,04%
- CAC (França): +0,02%
- IBEX 35 (Espanha): -0,13%
- FTSE MIB (Itália): -0,46%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +0,34%
- SZSE Component (China): -0,35%
- China A50 (China): +0,18%
- DJ Shanghai (China): +0,38%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,72%
- SET (Tailândia): mercado fechado
- Nikkei (Japão): +0,31%
- ASX 200 (Austrália): -0,32%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,09%
Brasil: ambiente político e econômico
Alguns bons dados surgiram nesta quarta-feira (26). O principal, o de empregos. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados hoje pelo Ministério da Economia.
Conforme os dados, o mercado de trabalho brasileiro registrou em abril de 2021 a abertura de 120.935 vagas com carteira assinada. No total, o saldo de contratações no ano ficou positivo em 957.889 postos.
O resultado ficou abaixo das 172.500 vagas esperadas pelo mercado, de acordo com a pesquisa da Reuters, mas vale lembrar também que março e abril foram os dois piores meses da pandemia no Brasil, tanto na questão de casos diários, quanto de óbitos (nesses dois meses, o país contou quase 150 mil mortos).
Em abril, foram registradas 1.381.767 admissões contra 1.260.832 desligamentos. Já no acumulado do ano, foram 6.406.478 contratações e 5.448.589 desligamentos.
O Banco Central, por sua vez, divulgou que o superávit em conta corrente foi de US$ 5,663 bilhões em abril, ante superávit de US$ 199 milhões em abril de 2020.
No entanto, o resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava um superávit de US$ 6,1 bilhões.
Na comparação interanual, o superávit comercial aumentou US$ 4,3 bilhões, enquanto as despesas líquidas de renda primária recuaram US$ 1,4 bilhão.
O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em abril de 2021 somou US$ 12,4 bilhões (0,84% do PIB), ante US$ 17,9 bilhões (1,23% do PIB) em março de 2021 e US$ 68,0 bilhões (3,91% do PIB) em abril de 2020.
Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) cresceu em maio, na comparação com abril de 2021, em 28 dos 30 setores da indústria analisados, informou hoje (26) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O índice varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário. Quanto mais perto de 100, maior e mais disseminada é a confiança. Quanto mais próximo de 0, menor a confiança do empresariado.
Os setores mais confiantes, em maio de 2021, foram o de metalurgia, com índice de 63,4; seguido pelo de máquinas e equipamentos, com 62,3; e químicos (exceto HPPC, de perfumaria e cosméticos), que apresentou índice de confiança de 61,3. Produtos de metal (exceto máquina e equipamentos) aparecem com 61 e veículos automotores, reboques e carrocerias, com 60,6.
Na questão política, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, defendeu nesta ontem (25) a votação de uma reforma tributária possível. Assim, seria aprovada ainda neste ano, para que as mudanças já pudessem valer para 2022. As declarações foram dadas durante evento promovido pelo Banco BTG Pactual (BPAC11).
Conforme Lira, as mudanças na legislação tributária têm como foco garantir a segurança jurídica para aumentar os investimentos no País. Além disso, simplificar e desburocratizar o sistema sem aumentar a carga tributária.
Ele disse, entretanto, que não é o momento para uma discussão açodada sobre o tema. Lira destacou que é provável que a Câmara comece a debater os projetos de lei da reforma, mas que precisam de um quórum mais simples, e o Senado comece pelas discussões via Proposta de Emenda à Constituição, já que o trâmite naquela Casa é mais célere.
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a vacinação em massa é a melhor política fiscal e de saúde pública para o país. A declaração ocorreu na tarde de hoje (25), no evento CEO Conference Brasil 2021, organizado pelo banco BTG Pactual. Segundo ele, “não vão faltar vacinas no Brasil por recursos financeiros”.
“Melhor política fiscal que tem hoje e ao mesmo tempo é a melhor política de saúde pública: vacinação em massa. É isso que vai nos permitir o retorno seguro ao trabalho e vai impedir que haja aquele colapso que existiu no ano passado, quando nós simplesmente não tínhamos defesa e aí fomos só para o distanciamento social”, disse o ministro.
Embora louvável, a afirmação chega com meses e meses de atraso. Pelo o que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado Federal, anda mostrando ao país, o governo federal atuou justamente no sentido inverso da afirmação de Guedes.
Ele acrescentou que a conta com saúde durante a pandemia não pode ficar para as próximas gerações. “Cada geração tem que pagar pelas guerras que cria e que inventa. Nós não vamos empurrar isso para filhos e netos, nós não vamos jogar essa dívida para 100% do PIB. Nós temos que ter esse duplo compromisso: por um lado, não vai faltar dinheiro para a saúde, por outro lado, nós vamos pagar essa conta. Então os gastos têm que ser não recorrentes”.
Apesar disso, segundo informa o G1, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defendeu a edição de uma medida provisória para estender o auxílio emergencial no país por mais “um ou dois meses”, antes da implantação do que ele chama de “um programa social mais permanente” no Brasil.
“O que nos cabe agora, como homens públicos, responsáveis, tendo essa responsabilidade social, mas, obviamente, sem olvidar da responsabilidade fiscal, é identificar se esses quatro meses do auxílio emergencial serão suficientes ou se precisaremos estender por mais um ou dois meses”, disse. Ele só não disse se “suficiente” para o quê, já que a lei aprovada pelo Congresso Nacional aprovou quatro parcelas de R$ 150 a R$ 375, enquanto o auxílio aprovado no começo da pandemia era de R$ 600.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 54 subiram, 2 ficaram estáveis (BEEF3 e NTCO3) e as outras 28 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 110,20 (+2,94%)
- Petrobras (PETR4): R$ 26,09 (+0,97%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 26,32 (+2,29%)
- Azul (AZUL4): R$ 46,76 (+11,31%)
- BTG Pactual (BPAC11): R$ 121,00 (-0,66%)
Maiores altas
- Azul (AZUL4): R$ 46,76 (+11,31%)
- Gol (GOLL4): R$ 27,59 (+7,15%)
- Locaweb (LWSA3): R$ 25,80 (+6,74%)
- Qualicorp (QUAL3): R$ 29,08 (+3,86%)
- Hering (HGTX3): R$ 30,47 (+3,75%)
Maiores baixas
- Suzano (SUZB3): R$ 62,22 (-3,77%)
- Cogna (COGN3): R$ 4,04 (-3,12%)
- Banco Inter (BIDI11): R$ 67,44 (-2,60%)
- Embraer (EMBR3): R$ 16,85 (-2,43%)
- B2W (BTOW3): R$ 57,99 (-2,11%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: +1,02% (53.398,56 pontos)
- IBrX 50: +1,13% (20.758,48 pontos)
- IBrA: +0,94% (5.029,54 pontos)
- SMLL: +1,20% (3.046,79 pontos)
- IFIX: -0,39% (2.788,35 pontos)
- BDRX: -0,23% (12.886,22 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (agosto)/barril
- segunda-feira (24): +3,04% (US$ 68,46)
- terça-feira (25): +0,18% (US$ 68,49)
- quarta-feira (26): +0,35% (US$ 68,73)
- semana: +3,57% (US$ 68,73)
Petróleo WTI (julho)/barril
- segunda-feira (24): +3,88% (US$ 66,05)
- terça-feira (25): +0,03% (US$ 66,07)
- quarta-feira (26): +0,21% (US$ 66,21)
- semana: +4,12% (US$ 66,21)
Ouro (junho)/onça-troy
- segunda-feira (24): +0,41% (US$ 1.884,50)
- terça-feira (25): +0,71% (US$ 1.898,00)
- quarta-feira (26): +0,02% (US$ 1.901,20)
- semana: +1,14% (US$ 1.901,20)
Prata (julho)/onça-troy
- segunda-feira (24): +1,42% (US$ 27,88)
- terça-feira (25): +0,70% (US$ 28,10)
- quarta-feira (26): -1,02% (US$ 27,77)
- semana: +1,10% (US$ 27,77)
Com Wisir Research, BDM e CNBC






