A bolsa de valores subiu 0,30% nesta quinta-feira (27), indo para 124.366,57 pontos, acompanhando os principais índices em Nova York, que também se seguraram entre o positivo e a estabilidades.
Uma penca de dados foram digeridos pelos investidos, tanto daqui, quanto de Wall Street. Nos Estados Unidos, tivemos prévia do Produto Interno Bruto (PIB) com alta da taxa anual de 6,4%, em linha com o esperado pelo mercado. Já os pedidos de seguro-desemprego caíram bem além do que esperavam os analistas, mostrando a força da reabertura econômica por lá.
Por cá, o desemprego atingiu novo recorde. A taxa do país, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, subiu de 14,4% para 14,7% no trimestre encerrado em março. Mas também veio em linha com a projeção do mercado.
Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 123.470,32 pontos (-0,42%); e na máxima, 124.536,66 pontos (+0,44%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 45,900 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (24): +1,17% (124.031,62 pontos)
- terça-feira (25): -0,84% (122.987,71 pontos)
- quarta-feira (26): +0,81% (123.989,17 pontos)
- quinta-feira (27): +0,30% (124.366,57 pontos)
- semana: +1,45%
- maio: +4,60%
- 2021: +4,49%
Dólar
O dólar despencou nesta quinta. A moeda norte-americana desceu 1,09%, valendo R$ 5,2553.
- segunda-feira (24): -0,53% a R$ 5,3247
- terça-feira (25): +0,23% a R$ 5,3371
- quarta-feira (26): -0,45% a R$ 5,3133
- quinta-feira (27): -1,09% a R$ 5,2553
- semana : -1,84% a R$ 5,2553
Euro
- segunda-feira (24): -0,50% a R$ 6,4972
- terça-feira (25): +0,52% a R$ 6,5307
- quarta-feira (26): -0,86% a R$ 6,4747
- quinta-feira (27): -0,99% a R$ 6,4103
- semana: -1,83% a R$ 6,4103
Criptomoedas*
- Bitcoin: +2,54% a R$ 203.753,51
- Ethereum: +2,57% a R$ 14.474,36
- Binance: +3,64% a R$ 1.956,38
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
Os índices principais em Nova York fecharam entre o azul e a estabilidade, com boas perspectivas de que a economia realmente está crescendo.
Na segunda leitura prévia, divulgada hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos subiu a uma taxa anual de 6,4% no primeiro trimestre de 2021.
O resultado veio em linha com a primeira prévia, mas ficou abaixo da projeção do mercado, que era por 6,5% de alta.
Comparativamente, no quarto trimestre de 2020, o PIB aumentou 4,3%. Vale lembrar que, no terceiro trimestre do ano passado, o PIB real dos EUA aumentou 33,4%, uma marca recorde no país. Enquanto que, no segundo trimestre, caiu 31,4% em decorrência da crise da pandemia de coronavírus. No primeiro, recuou 5%.
Outro dado também empolgou os investidores. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram para 406.000, atingindo uma nova baixa durante a pandemia e muito ficou menos abaixo do esperado, de acordo com o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam que um total de 425.000 norte-americanos teriam entrado com o pedido de seguro-desemprego na semana encerrada em 22 de maio.
No Senado, os republicanos revelaram sua contra-oferta de infraestrutura de US$ 928 bilhões à proposta de US$ 1,7 trilhão de Joe Biden. Os republicanos rejeitaram novamente o apelo de Biden para aumentar os impostos corporativos, alegando que eles poderiam cobrir os custos de infraestrutura com fundos já alocados pelo Congresso ou com taxas de transporte.
A secretária do Tesouro, Janet Yellen, pediu aos líderes do Congresso que aumentem os gastos, dizendo que os gastos ajustados pela inflação permaneceram estagnados por 11 anos.
Enquanto isso, “os mercados de ações estão quietos, pois os investidores continuam a antecipar o próximo movimento do Fed”, disse Mark Hackett, chefe de pesquisa de investimentos da Nationwide, à CNBC. “A baixa volatilidade e o baixo volume de negócios são uma ocorrência frequente na semana que antecede o feriado”.
Pelos lados da Europa, a pesquisa GfK da Alemanha mostrou que o moral do consumidor melhorou menos do que o esperado em maio, subindo para -7,0 de uma revisão de -8,6 em abril. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam uma leitura de -5,2.
Os mercados fecharam com sinais trocados por lá, enquanto na Ásia e Pacífico, o azul foi predominante.
Nova York
- S&P: +0,12%
- Nasdaq: -0,01%
- Dow Jones: +0,41%
Europa
- Euro Stoxx 600 (Europa): +0,19%
- DAX (Alemanha): -0,28%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,10%
- CAC (França): +0,69%
- IBEX 35 (Espanha): -0,12%
- FTSE MIB (Itália): +1,12%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +0,43%
- SZSE Component (China): +0,70%
- China A50 (China): +0,18%
- DJ Shanghai (China): +0,32%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,15%
- SET (Tailândia): +0,92%
- Nikkei (Japão): -0,33%
- ASX 200 (Austrália): +0,03%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,09%
Brasil: ambiente político e econômico
A taxa de desemprego do país, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, subiu de 14,4% para 14,7% no trimestre encerrado em março, em linha com a projeção do mercado.
Isso corresponde a 14,8 milhões em busca de emprego. É a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012. Um recorde.
Vale lembrar que ontem (26), os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelaram a abertura de 120.935 vagas com carteira assinada em abril. No total, o saldo de contratações no ano ficou positivo em 957.889 postos. Mas o resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 172.500 vagas.
Outros dados pipocaram entre ontem e hoje para orientar o quadro macroeconômico do investidor.
O vencimento de um grande volume de títulos prefixados fez a Dívida Pública Federal (DPF) ter diminuição significativa em abril. Segundo números divulgados ontem (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF caiu de R$ 5,243 trilhões em março para R$ 5,089 trilhões em abril, com recuo de 2,92%.
Essa queda, no entanto, é temporária e é típica do primeiro mês de cada trimestre, quando se concentram o vencimento de títulos prefixados (com juros definidos com antecedência e que não variam ao longo do tempo).
Segundo a nova versão do Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentada hoje, o estoque da DPF deve encerrar 2021 entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões.
Em abril, as vendas reais da indústria paulista apresentaram crescimento de 0,9% em relação a março, excluídos os efeitos sazonais. Isso é o que apontou o Levantamento de Conjuntura, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
O nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) atingiu 80%, alta de 0,2 ponto percentual em comparação a março, mantendo-se acima da média histórica (79,4%). Já as horas trabalhadas na produção tiveram recuo de 0,2% em abril.
Segundo as entidades, apesar do agravamento da pandemia do novo coronavírus, a indústria paulista teve um desempenho melhor em abril deste ano do que na passagem de março para abril do ano passado, quando os indicadores tiveram quedas expressivas de 21,5% nas vendas reais, de 20,2% nas horas trabalhadas e de 11,5 pontos percentuais no NUCI.
Um olhar de fora para dentro mostra que a agência de classificação de risco Fitch manteve negativa a perspectiva da nota da dívida pública brasileira. A decisão significa que a agência pode reduzir a nota do país nos próximos meses ou anos.
Desde maio do ano passado, a Fitch mantém o Brasil com perspectiva negativa. Atualmente, a agência concede nota BB- para o país, três níveis abaixo do grau de investimento, garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.
Enquanto isso, segundo o Banco Central (BC), a atividade econômica no primeiro trimestre de 2021 surpreendeu “favoravelmente”, com crescimento em quatro das cinco regiões do país. Apenas a Região Norte apresentou recuo na economia no período.
A análise consta do Boletim Regional, publicado trimestralmente, e que traz a evolução, por região, de indicadores que repercutem as decisões de política monetária, como produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros.
Segundo o documento, o cenário econômico sinaliza uma resiliência do processo de recuperação da economia.
No campo político, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem (26) o texto-base da Medida Provisória (MP) que fixou o salário-mínimo no valor de R$ 1.100. Trata-se de um aumento de 5,26% (R$ 55) em relação ao valor do ano passado, de R$ 1.045. A MP ainda passará por análise do Senado.
O valor proposto pelo governo para este ano corresponde à variação de 5,22% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no período de janeiro a dezembro de 2020. O INPC apura a inflação mensal das famílias com renda de um a cinco salários-mínimos.
Como os preços subiram neste ano, as projeções do governo mudaram. Na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) havia sido sugerido um mínimo de R$ 1.088.
E na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação desastrosa do governo federal na pandemia atual, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que fez a primeira oferta de vacinas contra a covid-19 ao Ministério da Saúde em 30 julho de 2020, mas ficou sem resposta. Eram 60 milhões de doses, que seriam entregues no último trimestre daquele ano.
Segundo ele, o Brasil poderia ter sido o primeiro no mundo a iniciar a vacinação “se todos os atores” tivessem colaborado. Dimas Covas disse que manifestações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra a vacina deixaram as negociações “em suspenso” e atrasaram o começo da vacinação no país.
Em dezembro, o laboratório tinha quase 10 milhões de doses da CoronaVac (5,5 milhões de doses prontas e 4 milhões em processamento). A vacinação no mundo começou em dezembro. No Brasil, apenas em 17 de janeiro.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 56 subiram, 2 ficaram estáveis (HAPV3 e ENBR3) e as outras 26 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 110,90 (+0,72%)
- Petrobras (PETR4): R$ 25,91 (-0,69%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 26,48 (+0,61%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,15 (-0,85%)
- B3 (B3SA3): R$ 16,98 (-0,70%)
Maiores altas
- Yduqs (YDUQ3): R$ 33,09 (+6,67%)
- Hering (HGTX3): R$ 32,49 (+6,63%)
- Cogna (COGN3): R$ 4,29 (+6,19%)
- Embraer (EMBR3): R$ 17,87 (+6,05%)
- SulAmérica (SULA11): R$ 34,01 (+3,69%)
Maiores baixas
- Azul (AZUL4): R$ 44,62 (-4,58%)
- Localiza (RENT3): R$ 61,74 (-2,62%)
- Fleury (FLRY3): R$ 26,08 (-2,32%)
- Locamerica (LCAM3): R$ 26,66 (-1,70%)
- Marfrig (MRFG3): R$ 18,26 (-1,46%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: +0,34% (53.580,93 pontos)
- IBrX 50: +0,31% (20.823,28 pontos)
- IBrA: +0,33% (5.046,25 pontos)
- SMLL: +1,29% (3.086,22 pontos)
- IFIX: +0,15% (2.792,67 pontos)
- BDRX: -1,04% (12.752,47 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (agosto)/barril
- segunda-feira (24): +3,04% (US$ 68,46)
- terça-feira (25): +0,18% (US$ 68,49)
- quarta-feira (26): +0,35% (US$ 68,73)
- quinta-feira (27): +0,68% (US$ 69,20)
- semana: +4,25% (US$ 69,20)
Petróleo WTI (julho)/barril
- segunda-feira (24): +3,88% (US$ 66,05)
- terça-feira (25): +0,03% (US$ 66,07)
- quarta-feira (26): +0,21% (US$ 66,21)
- quinta-feira (27): +0,97% (US$ 66,85)
- semana: +5,09% (US$ 66,85)
Ouro (junho)/onça-troy
- segunda-feira (24): +0,41% (US$ 1.884,50)
- terça-feira (25): +0,71% (US$ 1.898,00)
- quarta-feira (26): +0,02% (US$ 1.901,20)
- quinta-feira (27): -0,28% (US$ 1.895,70)
- semana: +0,86% (US$ 1.895,70)
Prata (julho)/onça-troy
- segunda-feira (24): +1,42% (US$ 27,88)
- terça-feira (25): +0,70% (US$ 28,10)
- quarta-feira (26): -1,02% (US$ 27,77)
- quinta-feira (27): +0,30% (US$ 27,96)
- semana: +1,40% (US$ 27,96)
Com Wisir Research, BDM e CNBC






