A bolsa de valores fechou esta sexta-feira (21) como na sessão anterior, perto da estabilidade, depois de passar o dia lutando contra o prejuízo, em vista do vencimento de opções. O Ibovespa fechou com menos 0,09%, a 122.592,47 pontos. A semana acabou positiva em 0,58%.
Em Nova York, os índices principais fecharam com sinais trocados, depois do vendaval do bitcoin e de novos dados positivos da economia. Quem perdeu foram as ações de tecnologia e o Nasdaq. A leitura prévia do Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) dos Estados Unidos de maio foi empolgante.
No Brasil, a Petrobras (PETR3 PETR4) trouxe uma boa-nova, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 14 de maio, que definiu o alcance exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e do Cofins. Assim, haverá um efeito positivo no resultado da companhia que tem enorme peso no principal índice da bolsa de valores de São Paulo.
Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 121.760,37 pontos (-0,77%); e na máxima, 122.799,36 pontos (+0,08%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 32,500 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (17): +0,87% (122.937,87 pontos)
- terça-feira (18): +0,03% (122.979,96 pontos)
- quarta-feira (19): -0,28% (122.636,30 pontos)
- quinta-feira (20): +0,05% (122.700,79 pontos)
- sexta-feira (21): -0,09% (122.592,47 pontos)
- semana: +0,58%
- maio: +3,11%
- 2021: +3,00%
Fechamento com a EQI
https://www.youtube.com/watch?v=Olj-JiMo7XA
Dólar
O dólar disparou nesta sexta-feira. A moeda norte-americana subiu 1,44%, valendo R$ 5,3532.
- segunda-feira (17): -0,09% a R$ 5,2663
- terça-feira (18): -0,22% a R$ 5,2545
- quarta-feira (19): +1,17% a R$ 5,3158
- quinta-feira (20): -0,73% a R$ 5,2771
- sexta-feira (21): +1,44% a R$ 5,3532
- semana : +1,57% a R$ 5,3532
Euro
- segunda-feira (17): +0,09% a R$ 6,4071
- terça-feira (18): +0,33% a R$ 6,4283
- quarta-feira (19): +0,52% a R$ 6,4616
- quinta-feira (20): -0,05% a R$ 6,4584
- sexta-feira (21): +0,93% a R$ 6,5184
- semana: +1,83% a R$ 6,5184
Criptomoedas*
- Bitcoin: -7,75% a R$ 193.647,60
- Ethereum: -16,19% a R$ 12.423,84
- Binance: -20,86% a R$ 1.643,41
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
As ações dos EUA fecharam mistas, com o Dow Jones e o Nasdaq, de tecnologia, negativo.
O bitcoin, que abalou os mercados no início da semana com um colapso de 30%, caiu novamente, depois que o vice-premiê chinês, Liu He, alertou sobre o comportamento de mineração e comércio de bitcoin, dizendo que uma regulamentação mais rígida é necessária para proteger o sistema financeiro.
As empresas que dependem da abertura econômica foram impactadas pela leitura prévia do Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) dos Estados Unidos de maio, que vieram bastante positivos.
O PMI de serviços subiu a 70,1 pontos em maio, ante previsão de 64,5 e prévia de 64,7 em abril. O PMI industrial foi a 61,5 em maio, ante consenso de 60,5 (mesma leitura de abril). E o PMI composto, que une indústria e serviços, subiu 68,1. Em abril, era de 63,5.
Números acima de 50 pontos indicam retomada, ao passo que números abaixo indicam retração da atividade.
Chris Williamson, economista-chefe da IHS Markit, que faz análise, afirma que a economia dos EUA viu uma aceleração “espetacular”” de crescimento em maio, à medida em que a economia continuou a reabrir depois das restrições das fases mais críticas da Covid-19 e do sucesso da campanha de vacinação no país.
“O primeiro grande dado econômico para o mês de maio foi muito forte”, disse Adam Crisafulli, fundador da Vital Knowledge, em uma nota republicada pela CNBC.
A “melhoria dos pedidos de seguro-desemprego aumenta nossa visão de que o decepcionante relatório de empregos de abril foi provavelmente um percalço, em vez de um sinal de desaceleração, e prevemos uma melhoria significativa do mercado de trabalho nos próximos meses”, disse Scott Ruesterholz, gerente de portfólio da Insight Investment.
Já o Índice dos Gerentes de Compras Industrial da zona do euro teve leve recuo na leitura prévia de maio, indo de 62,9 pontos de abril para 62,8, mas dentro da projeção do mercado.
O PMI do setor de serviços subiu bem: de 50,5 de abril para 55,1 pontos. A projeção era por 52,3. E o PMI composto (que une indústria e serviços), foi de 53,8 para 56,9.
Dados oficiais mostraram que as vendas no varejo do Reino Unido aumentaram 9,2% em abril, o dobro da projeção média em uma pesquisa da Reuters com economistas, indicando que a demanda reprimida do consumidor está começando a aparecer.
A atividade econômica do Reino Unido registrou seu crescimento mais forte já registrado em maio, de acordo com as leituras do PMI.
As melhorias observadas, especialmente no setor de serviços, se explicam pelo avanço na vacinação e as reaberturas das economias.
As ações na Europa fecharam em sua maioria no azul, deslocando-se do prejuízo que se viu na maioria dos mercados da Ásia e Pacífico – entretanto, em ambas as partes do globo, a semana acabou acumulando ganhos.
Nova York (sexta-feira)
- S&P: -0,08%
- Nasdaq: -0,48%
- Dow Jones: +0,36%
Nova York (semana)
- S&P: -0,43%
- Nasdaq: +0,31%
- Dow Jones: -0,51%
Europa (sexta-feira)
- Euro Stoxx 600 (Europa): +0,65%
- DAX (Alemanha): +0,44%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,02%
- CAC (França): +0,68%
- IBEX 35 (Espanha): +0,87%
- FTSE MIB (Itália): +1,10%
Europa (semana)
- Euro Stoxx 600 (Europa): +0,21%
- DAX (Alemanha): +0,14%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,36%
- CAC (França): +0,02%
- IBEX 35 (Espanha): +0,64%
- FTSE MIB (Itália): +0,84%
Ásia e Oceania (sexta-feira)
- Shanghai (China): -0,58%
- SZSE Component (China): -0,81%
- China A50 (China): -1,18%
- DJ Shanghai (China): -0,66%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,10%
- SET (Tailândia): -0,14%
- Nikkei (Japão): +0,78%
- ASX 200 (Austrália): +0,15%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,19%
Ásia e Oceania (semana)
- Shanghai (China): -0,11%
- SZSE Component (China): +1,47%
- China A50 (China): +0,41%
- DJ Shanghai (China): -0,16%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,41%
- SET (Tailândia): +0,19%
- Nikkei (Japão): +0,83%
- ASX 200 (Austrália): +0,23%
- Kospi (Coreia do Sul): +0,10%
Brasil: ambiente político e econômico
O Indicador de Clima Econômico da América Latina, medido pela FGV e divulgado hoje, avançou de 70,5 para 81,2 pontos entre o primeiro e o segundo trimestre de 2021.
Segundo a pesquisa, apesar da alta de 10,7 pontos, o indicador continua na zona desfavorável do ciclo econômico, com uma combinação de avaliações desfavoráveis sobre o presente e expectativas otimistas em relação ao futuro próximo. Neste sentido, o resultado se assemelha ao observado na sondagem do primeiro trimestre.
Após a quarta alta seguida do indicador trimestral, seus dois componentes continuam a sugerir avaliações diferentes de acordo com o horizonte temporal. Enquanto as expectativas em relação aos próximos meses são otimistas, a percepção em relação à situação atual é ainda bem desfavorável.
No ambiente política, nova pesquisa, agora da Exame. Nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), nem Jair Bolsonaro (sem partido) têm a preferência da maioria do eleitorado. Segundo a mais recente pesquisa Exame/Ideia, divulgada nesta sexta-feira (21), 53% dos entrevistados não acham que Bolsonaro mereça ser reeleito, enquanto 37% acham que sim.
Para 50%, Lula não merece voltar a ser presidente. E para 39%, sim.
No entanto, na pesquisa espontânea, se a eleição fosse hoje, dentro do cenário de possíveis candidatos levantado até aqui, Lula sairia na frente. Ele teria 19% dos votos no primeiro turno, contra 17% de Bolsonaro.
Ciro Gomes aparece em terceiro, com 4%. Sergio Moro tem 2%, assim como João Doria. Luciano Huck tem 1%. E João Amoedo e Luiz Henrique Mandetta, 0,5%.
A Petrobras (PETR3 PETR4) informou que, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 14 de maio – que definiu o alcance exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e do Cofins — haverá um efeito positivo no resultado da companhia.
A melhor estimativa dos valores a serem recuperados, para o período de outubro de 2001 a junho de 2020, é de um acréscimo de R$ 4,4 bilhões, antes dos efeitos fiscais, acrescenta a Petrobras em nota.
Segundo a estatal, os valores serão reconhecidos nas demonstrações financeiras do 2° trimestre de 2021.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 39 subiram, 1 ficou estável (SBSP3) e as outras 44 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 109,40 (-1,54%)
- Petrobras (PETR4): R$ 25,95 (+0,08%)
- BRF (BRFS3): R$ 26,93 (+16,28%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 25,93 (+0,46%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,43 (+0,48%)
Maiores altas
- BRF (BRFS3): R$ 26,93 (+16,28%)
- Embraer (EMBR3): R$ 16,66 (+3,16%)
- Suzano (SUZB3): R$ 64,85 (+2,64%)
- Carrefour (CRFB3): R$ 21,20 (+2,51%)
- Assaí (ASAI3): R$ 86,20 (+2,51%)
Maiores baixas
- Cyrela (CYRE3): R$ 21,95 (-5,39%)
- Marfrig (MRFG3): R$ 18,05 (-5,20%)
- MRV (MRVE3): R$ 16,87 (-5,12%)
- EzTec (EZTC3): R$ 29,63 (-4,11%)
- Yduqs (YDUQ3): R$ 30,07 (-4,02%)
Maiores altas da semana
- BRF (BRFS3): R$ 26,93 (+28,79%)
- Locamerica (LCAM3): R$ 26,79 (+9,71%)
- Cemig (CMIG4): R$ 13,12 (+7,72%)
- Localiza (RENT3): R$ 62,88 (+6,96%)
- Hypera (HYPE3): R$ 35,81 (+6,71%)
Maiores baixas da semana
- EzTec (EZTC3): R$ 29,63 (-8,44%)
- Cyrela (CYRE3): R$ 21,95 (-7,46%)
- B2W (BTOW3): R$ 56,00 (-5,58%)
- Yduqs (YDUQ3): R$ 30,07 (-5,32%)
- SulAmerica (SULA11): R$ 31,55 (-5,08%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: -0,26% (sexta-feira) | +0,45% (semana) (52.772,87 pontos)
- IBrX 50: -0,26% (sexta-feira) | +0,31% (semana) (20.572,72 pontos)
- IBrA: -0,25% (sexta-feira) | +0,49% (semana) (4.972,22 pontos)
- SMLL: -0,69% (sexta-feira) | +0,86% (semana) (2.964,11 pontos)
- IFIX: -0,09% (sexta-feira) | -0,78% (semana) (2.804,05 pontos)
- BDRX: +1,20% (sexta-feira) | +1,33% (semana) (12.800,59 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (julho)/barril
- segunda-feira (17): +1,09% (US$ 69,46)
- terça-feira (18): -1,08% (US$ 68,71)
- quarta-feira (19): -2,98% (US$ 66,66)
- quinta-feira (20): -2,33% (US$ 65,11)
- sexta-feira (21): +2,04% (US$ 66,44)
- semana: -3,26% (US$ 66,44)
Petróleo WTI (julho)/barril
- segunda-feira (17): +1,38% (US$ 66,27)
- terça-feira (18): -1,18% (US$ 65,50)
- quarta-feira (19): -3,25% (US$ 63,36)
- quinta-feira (20): -2,33% (US$ 61,94)
- sexta-feira (21): +2,65% (US$ 63,58)
- semana: -3,73% (US$ 63,58)
Ouro (junho)/onça-troy
- segunda-feira (17): +1,60% (US$ 1.867,60)
- terça-feira (18): +0,02% (US$ 1.868,00)
- quarta-feira (19): +0,72% (US$ 1.881,50)
- quinta-feira (20): +0,02% (US$ 1.881,90)
- sexta-feira (21): -0,27% (US$ 1.876,70)
- semana: +2,09% (US$ 1.876,70)
Prata (julho)/onça-troy
- segunda-feira (17): +2,51% (US$ 28,27)
- terça-feira (18): +0,21% (US$ 28,33)
- quarta-feira (19): -1,09% (US$ 28,03)
- quinta-feira (20): +0,15% (US$ 28,25)
- sexta-feira (21): -1,44% (US$ 27,63)
- semana: +0,29% (US$ 27,63)
Com Wisir Research, BDM e CNBC






