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Bancos de investimento aceitam reduzir comissão para não ficarem de fora das grandes negociações

Bancos de investimento aceitam reduzir comissão para não ficarem de fora das grandes negociações

A comissão dos assessores financeiros vem caindo em um cenário em que estatais e governos federal e estaduais lideram grande parte dos negócios previstos para o ano. É o que constata reportagem do Valor nesta quarta-feira, 22. Os bancos de investimento estão preferindo ganhar menos do que a média do mercado ou até deixar de […]

A comissão dos assessores financeiros vem caindo em um cenário em que estatais e governos federal e estaduais lideram grande parte dos negócios previstos para o ano. É o que constata reportagem do Valor nesta quarta-feira, 22.

Os bancos de investimento estão preferindo ganhar menos do que a média do mercado ou até deixar de lucrar para não perder posição e relacionamentos nestas negociações.

A venda de ações da Petrobras pelo BNDES, que acontece em fevereiro, por exemplo, tem oito bancos de investimentos coordenando a oferta de até R$ 23 bilhões, mas todos concordaram em bancar as despesas da operação, o que é incomum em contratos deste tipo. A comissão também não será alta: 0,2%. “Ficar no zero a zero é lucro” neste caso, conforme afirmou uma das fontes.

Em outros casos recentes, a venda de ações da JBS também pelo BNDES teve comissão de 0,6% e a Cemig pagou 0,07% de comissão sobre o valor de venda de participações.