Descubra as 10 Maiores Pagadoras de Dividendos da Bolsa
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Backer teria sido vítima de empresa que forneceu substância química, diz site

Backer teria sido vítima de empresa que forneceu substância química, diz site

A Rádio Itatiaia divulgou que cervejaria que fabrica a cerveja Belorizontina, teria sido vítima de empresa que a forneceu monoetilenoglicol

Com exclusividade a Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG) divulgou que a Backer, cervejaria que fabrica a cerveja Belorizontina, teria sido vítima de empresa empresa que a forneceu a substância química monoetilenoglicol. A informação foi apurada na tarde desta quinta-feira pelo jornalista Eduardo Costa.

Assim, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no galpão da fornecedora, no bairro Vila Paris, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No local foram recolhidos documentos e produtos químicos, que serão periciados.

De acordo com a rádio, um ex-funcionário da fornecedora divulgou à polícia detalhes da situação. Ele informou que trabalhou por dez meses na empresa e teria provas de que o monoetilenoglicol era misturado ao dietilenoglicol, mais barato.

“Eles (os advogados) tiveram amplo acesso à produção desta prova (depoimento), tendo, inclusive a oportunidade de fazer perguntas, levando cópias dos depoimentos”, diz um comunicado da Polícia Civil. Segundo a corporação, um ex-empregado da Backer também foi ouvido.

A polícia orienta que consumidores que estão com cervejas da Backer encaminhem os produtos à Vigilância Sanitária. Podem ser levadas apenas cervejas compradas para consumo próprio, não sendo aceitos de bares, restaurantes e supermercados. A entrega deve ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, diz a Itatiaia.

Publicidade
Publicidade

Todavia, até terça (12), foram recolhidas 568 garrafas, informou a polícia.

Caso Belorizontina

Três mortes foram confirmadas após o consumo da cerveja Belozontina, segundo a polícia mineira. Milton Pires, de 89 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (16) com suspeita de síndrome nefroneural. Esta teria sido provocada pelo dietilenoglicol na cerveja.

Nessa quarta-feira (15), Antônio Marcio Quintão de Freitas, de 68 anos, que também estava internado e morreu. E no dia 7 de janeiro, o bancário Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, morreu na Santa Casa de Misericórdia em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Conforme a Polícia Civil, foi confirmada a presença de dietilenoglicol no sangue dele.

Investigações apontaram que a água usada para fabricar a Belorizontina estava contaminada com o dietilenoglicol. Portanto, a Backer orientou que os clientes não consumam qualquer lote do produto e nem da cerveja Capixaba.