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Azul (AZUL4) acelera troca de frota e prevê R$ 4,8 bi de Ebitda incremental entre 2020 e 2027

Azul (AZUL4) acelera troca de frota e prevê R$ 4,8 bi de Ebitda incremental entre 2020 e 2027

Para concretizar seu objetivo, a Azul pretende subarrendar 53 de suas aeronaves Embraer E195 (E195) para a LOT e para a Breeze Aviation Group.

A Azul quer acelerar o processo de transformação da sua frota, com a substituição das aeronaves E195 por aeronaves E2 maiores e de nova geração. As aeronaves E2 são mais eficientes no consumo de combustível, em função de uma nova tecnologia do motor.

Essa aceleração deve gerar um fluxo de caixa operacional incremental de cerca de R$ 2,9 bilhões, entre 2020 e 2027, considerando que o prazo que resta do contrato de locação da frota atual de E195s da Azul é de 4,7 anos.

Além disso, a substituição de toda a frota de E195 da Azul deve gerar R$ 4,8 bilhões de Ebitda incremental entre 2020 e 2027, ou aproximadamente R$ 16 milhões por aeronave E195 substituída, em uma base anualizada.

E2 versus E1

Na comparação entre as aeronaves E2 e E1, observa-se que a E2 possui 18 assentos a mais, aluguel 15% menor, consumo de combustível 19% inferior, utilização média com duas horas a mais, gasto médio da viagem 14% menor e custo operacional direto por assento 26% inferior.

Essa redução de custos é impulsionada principalmente pela eficiência no consumo de combustível do E2, menor custo de aquisição e reduzidas despesas de manutenção.

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Como resultado do menor custo por assento do E2, a empresa espera operar essas aeronaves com uma taxa de utilização de aproximadamente 13 horas por dia, aumentando a rentabilidade do equipamento.

Subarrendamento

Para concretizar seu objetivo, a Azul pretende subarrendar 53 de suas aeronaves Embraer E195 (E195) para a LOT, companhia aérea da Polônia, e para a Breeze Aviation Group, companhia aérea start-up com sede os EUA.

A expectativa é de que todos os E195s sejam removidos da frota da Azul até o final de 2022, e que sejam subarrendados até o final do prazo original do arrendamento operacional.

Devido à diferença entre o valor contábil dos arrendamentos atuais dos E195s e o valor recuperável estimado, a companhia espera reconhecer uma baixa não-caixa de até US$ 750 milhões, que terá reflexo sobre o resultado do quarto trimestre de 2019.

“Nos últimos 11 anos, as aeronaves E195 foram a base do modelo de negócios da Azul e, sem dúvida, continuarão a oferecer uma ótima experiência aos clientes da LOT e da Breeze”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

“Agora que construímos a malha mais extensa do Brasil, estamos prontos para adicionar em nossa frota as aeronaves E2. O preço do combustível no Brasil é cerca de 35% mais caro do que em outras partes do mundo, por isso é essencial que a Azul passe a operar com aeronaves da próxima geração o quanto antes”, acrescenta Rodgerson.

A Azul e a LOT assinaram uma carta de intenção para subarrendar 18 aeronaves com pedidos firmes, e até 14 opções adicionais, sujeitas a aprovações da LOT.

Parceira comercial da Azul, a LOT já havia adquirido sete E195s da Azul em anos anteriores.

Adicionalmente, espera-se que a Breeze, que foi fundada pelo acionista controlador da Azul, subarrende até 28 aeronaves, operação sujeita à aprovação dos acionistas da Azul.

Plano de frota atualizado

A Azul ainda divulgou nesta manhã seu plano de frota atualizado, refletindo a aceleração da estratégia de transformação da frota. A expectativa é de 100% da capacidade dos voos domésticos da Azul vindo de aeronaves de nova geração até 2022.

De acordo com a empresa, será uma das frotas mais eficientes do mundo, em termos de consumo de combustível, rentabilidade e ambiental.

Conforme o plano de frota apresentado, a Azul encerrará 2020 com 147 aeronaves, sendo 29 Embraer E2, 47 A320neo family, 11 A330, 33 ATRs e 27 Embraer E1.

O número total de aeronaves deve subir a 155 em 2021, entre os quais 48 Embraer E2 e 55 A320neo family. Em 2022, serão 170, sendo 62 Embraer E2 e 63 A320neo family.

Já em 2023, serão 185 aeronaves, entre elas 68 Embraer E2 e 72 A320neo family. Por fim, em 2024, o número de aeronaves deve chegar a 200, sendo 75 Embraer E2 e 80 A320neo family.