O governo do presidente Alberto Fernández, que iniciou em dezembro, vai enviar ao Congresso uma proposta de lei para reestruturar a dívida pública, em paralelo a Argentina vem conversando com o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o ministro da Economia, Martín Guzmán.
Os argentinos buscam reestruturar a dívida de aproximadamente US$ 100 bilhões, pelo menos a metade com credores privados, visando a retomada da economia, que já está no terceiro ano de recessão com inflação acima dos 50%. Com informações da Reuters.
“Este projeto, esta lei (que será enviada ao Congresso) nos dará condições para poder estruturar e executar as operações necessárias para chegar ao objetivo de restaurar a sustentabilidade da dívida pública”, declarou Guzmán em entrevista coletiva.
Guzmán não entrou em detalhes sobre a proposta a ser enviada ao Congresso, mas pediu aos credores “responsabilidade e boa fé” para chegar em um consenso e evitar a interrupção dos pagamentos. Isso porque a medida não seria vantajosa para nenhuma das partes.
“Pedimos que eles nos dêem o tempo necessário para resolver um problema de desequilíbrio macroeconômico que afetou todo o país”, disse Guzmán. O governo argentino junto com Buenos Aires está planejando mudanças na estrutura de pagamento de um título da província.
O governo de Buenos Aires solicitou na semana passada, que os credores de títulos de 2021 para adiar até maio o pagamento de uma amortização de aproximadamente US$ 250 milhões que vence em 26 de janeiro.
O país deve ao FMI US$ 44 bilhões depois de ter recebido um empréstimo em 2018, o ministro informou que as negociações com fundo segue bem, entretanto, o programa não será condicionado ao FMI.
Na última sexta-feira, Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, declarou que o dialógo com argentinos tem sido produtivas e fará todo o possível para ajudar a Argentina.






