A TIM (TIMS3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido normalizado de R$ 821 milhões, leve alta de 1,3% na comparação anual. Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve queda de 39,1%, refletindo efeitos sazonais e maior pressão de custos no período.
Apesar da estabilidade do lucro, o desempenho operacional mostrou evolução consistente. A receita líquida somou R$ 6,806 bilhões, avanço de 6,5% na base anual, impulsionado principalmente pelo segmento móvel, principal motor de crescimento da companhia.
A receita de serviços atingiu R$ 6,644 bilhões, também com alta de 6,5% ano contra ano. O serviço móvel cresceu 5,6%, enquanto o segmento fixo avançou 22,8%, ainda que com menor representatividade. O desempenho reflete a estratégia de maior monetização da base e expansão em serviços de maior valor agregado.
Os custos normalizados totalizaram R$ 3,519 bilhões, crescimento de 6,3% na comparação anual, em linha com a evolução das receitas. Esse equilíbrio contribuiu para a manutenção da eficiência operacional ao longo do trimestre.
Rentabilidade e caixa
O Ebitda normalizado alcançou R$ 3,287 bilhões, alta de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda ficou em 48,3%, praticamente estável, com leve avanço de 0,1 ponto percentual.
A geração de caixa operacional, medida pelo FCO, atingiu R$ 1,169 bilhão, avanço de 16,8% ano contra ano, indicando melhora na conversão de resultados em caixa.
Os investimentos (capex) ficaram em R$ 1,354 bilhão, alta de 1,1%, mantendo-se em nível consistente com a estratégia de expansão e qualidade de rede.
Leia também:
A base móvel total permaneceu praticamente estável em 61,986 milhões de clientes. No entanto, houve mudança relevante no mix, com queda de 7,7% no pré-pago e crescimento de 7,6% no pós-pago, segmento mais rentável.
A base de fibra, com a TIM Ultrafibra, cresceu 11,4% na comparação anual, alcançando 880 mil acessos. O avanço reforça a estratégia de diversificação e ganho de receita recorrente.
O resultado indica uma operação resiliente, com crescimento consistente de receitas e avanço em segmentos mais rentáveis, mesmo diante de pressões pontuais no lucro trimestral.






