Após suspender a oferta ampla de ações, a Alphaville Urbanismo (AVLL3) captou R$ 305 milhões em sua oferta inicial de ações restrita (IPO, na sigla em inglês).
O preço por ação já havia sido fixado pelo conselho da Alphaville, na segunda, em R$ 29,50.
A Alphaville incluiu um bônus de subscrição, no qual cada investidor da oferta recebe três bônus para cada lote de 10 ações compradas. Cada bônus concede ao acionista o direito de subscrever uma ação ordinária a R$ 29,50 até 31 de dezembro de 2021 ou em até 10 dias da data de aprovação de um futuro aumento de capital.
A Alphaville pretende utilizar os recursos captados para o pagamento de contratos financeiros, despesas administrativas, de vendas e gerais.
Além disso, pretende realizar aquisição de terrenos, aumento na participação de novos lançamentos e capital de giro.
A TG Core entrou com R$ 20 milhões e o próprio Pátria também ancorou a operação, aplicando R$ 150 milhões.
As ações da companhia estreiam na Bolsa amanhã (11). A oferta foi coordenada pelo Bradesco BBI, BTG Pactual e XP Investimentos.
A história de Alphaville
Alphaville é reconhecida no desenvolvimento de empreendimentos para classe média e alta.
A empresa surgiu em 1973, quando o engenheiro Renato Albuquerque se uniu a Yojiro Takaoka para criar um centro empresarial para indústrias não poluentes.
Logo, eles notaram que quem passou a trabalhar ali precisava de moradias mais próximas da região. As pessoas queriam mais qualidade de vida, e assim surgiu o Alphaville Residencial. Assim, o condomínio tornou Barueri (SP) um polo econômico, consolidando um conceito de urbanismo sustentável que se espalhou pelo país.
Com projeto urbanístico dos arquitetos José de Almeida Pinto e Reinaldo Pestana, o Alphaville era a realização de uma verdadeira cidade planejada, com jardins, avenidas, ruas, canteiros e calçada em 500 hectares de terra. Assim, em quatro décadas o projeto se tornou um grande bairro, sendo o motor econômico da cidade de Barueri.
Um dado curioso é que o nome Alphaville foi inspirado no filme de mesmo nome do cineasta francês Jean-Luc Godard.
A proposta de criar loteamentos urbanos extrapolou o Estado de São Paulo e a Alphaville expandiu-se pelo país. Hoje está presente em 23 estados e em mais de 70 cidades do país. Já lançou mais de 130 empreendimentos em 60.000 lotes espalhados pelo Brasil.
Operação
A Alphaville reportou um prejuízo líquido de R$ 773,6 milhões no ano passado, acumulando um prejuízo de R$ 2,1 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ (372,3) em 2019, ante R$ (376,6) milhões de 2018 e R$ (510,7) milhões de 2017.
Já a margem Ebitda foi de (226,74%) no ano passado, contra (723,76%) em 2018 e (471,43%) em 2017.
A receita líquida atingiu R$ 164,2 milhões no ano passado, contra R$ 52 milhões de 2018.
A dívida líquida somou R$ 816 milhões em 2019, ante R$ 2,2 bilhões em 2018.
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