Os mercados globais iniciaram a quinta-feira (19) em forte queda, ainda repercutindo a ata do Fed, mas Nova York busca recuperação. O Ibovespa opera em queda de 0,76%, aos 115.751 pontos.
Ontem o Ibovespa retornou aos 116 mil pontos, repercutindo o mau humor em Nova York e também os riscos político e fiscal no Brasil, além da dificuldade em aprovar a reforma do imposto de renda. O dólar foi à máxima em três meses: R$ 5,3749.
Politicamente, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se colocou como intermediador, tentando restabelecer o diálogo entre Executivo e Judiciário.
Seguem também as negociações sobre o IR, com a votação tendo sido adiada duas vezes. Agora, a expectativa é por votação na próxima semana. O investidor acompanha, de olho nos desdobramentos quanto à taxação de dividendos.
Destaques no Exterior
Divulgada ontem (18), a ata da última reunião do Fomc, comitê de política monetária do banco central americano, admitiu que está em curso a discussão sobre a redução das recompras de títulos – atualmente em US$ 120 bilhões mensais – e que o tapering (retirada de estímulos) pode vir ainda este ano.
A expectativa dos “Fed boys”, como são conhecidos os membros do comitê, é de continuidade do crescimento no segundo semestre, mas há preocupações com a variante delta e com os gargalos na cadeia de insumos.
O documento fez as bolsas de Nova York caírem e os investidores ligarem o alerta sobre a alta de juros e desaceleração do crescimento.
Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram melhor do que a projeção: ficaram em 348 mil, ante 377 (revisados) mil da semana passada, abaixo da projeção de 363 mil.
O resultado reforça a tese de que o Federal Reserve (Fed) está próximo de retirar os estímulos da economia, já que a recuperação do mercado de trabalho é ponto-chave para esta decisão.
Outro dado divulgado hoje nos EUA foi o Índice de Atividade Industrial do Fed Filadélfia, que veio abaixo do consenso: ficou em 19,4 pontos, quando o mercado aguardava 23.
O minério de ferro cai mais de 7% no Porto de Dalian, na China, em consequência do controle do estado na produção, a fim de forçar uma baixa nos preços das commodities.
Veja as cotações às 12h25:
Mercados de Nova York
- Dow Jones: -0,33%
- S&P: +0,06%
- Nasdaq: +0,19%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: -1,34%
- FTSE, Reino Unido: -1,60%
- CAC, França: -2,31%
- FTSE MIB, Itália: -1,50%
- Stoxx 600: -1,55%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -1,10%
- Xangai, China: -0,57%
- HSI, Hong Kong: -2,13%
- ASX 200, Austrália: -0,50%
- Kospi, Coreia: -1,93%
Petróleo
- Brent (outubro 2021): US$ 66,65 (-2,32%)
- WTI (outubro 2021): US$ 63,75 (-2,61%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.794,40 (+0,56%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 117,46 (-7,18%)