Os bons indicadores de emprego e déficit público não foram suficientes para manter o bom humor da bolsa nesta terça-feira (31). O Ibovespa recua 0,74%, aos 118.853 pontos às 13h15.
A Pnad Contínua apontou a redução da taxa de desemprego do país para 14,1% no trimestre finalizado em junho, ante 14,7% do trimestre anterior. O total de desempregados é de 14,4 milhões, segundo o IBGE.
No âmbito fiscal, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10,3 bilhões em julho, ante déficit de R$ 81,1 bilhões em julho de 2020. A expectativa do mercado era por leitura de déficit de R$ 13,4 bilhões.
O Índice de Confiança Empresarial, calculado pela FGV, subiu 0,5 ponto em agosto, para 102,4 pontos, o maior nível desde junho de 2013. Foi a quinta alta consecutiva do índice.
Ainda no radar do investidor está a definição da Aneel quanto à nova bandeira vermelha, que deve sair hoje. A energia elétrica vem pressionando a inflação e fazendo o mercado rever sua projeção para IPCA até o final do ano. O Boletim Focus de ontem (30) revisou a projeção da inflação para 7,27%. Há uma semana, a projeção era de 7,11%, e há quatro semanas, a estimativa era de 6,79%.
O tema dos precatórios parece mais próximo de uma solução. A ideia, que partiu do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, é que o limite para pagamento das dívidas num ano siga a regra do teto. A conta passaria a crescer somente pela inflação medida pelo IPCA nos 12 meses até junho do ano anterior. O ministro da Economia, Paulo Guedes, aprovou a sugestão, que chamou de “microparcelamento”. A medida viabilizaria o Auxílio Brasil e o cumprimento do Orçamento de 2022.
Seguem, no entanto, as tensões entre Executivo e Judiciário, com atenção às manifestações de 7 de setembro e aos pedidos de harmonia entre poderes feito pelas entidades empresariais. Depois da Fiesp adiar a divulgação de seu manifesto, agora foi a vez do agronegócio se manifestar, pedindo estabilidade.
Mercados do exterior
Da China, vem a confirmação de que o crescimento vem perdendo ritmo. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) do governo chinês, divulgado pelo China Logistics Information Center, aponta que o PMI industrial caiu de 50,4 pontos em julho para 50,1 em agosto, abaixo da projeção de 50,2.
O PMI de serviços foi de 53,3 para 47,5. E o composto, que une indústria e serviços, foi de 52,4 para 48,9 pontos. Resultados acima de 50 pontos indicam avanço da atividade, ao passo que, abaixo, indicam retração.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da zona do euro saltou de 2,2% para 3% ao ano em agosto. O resultado veio acima da projeção e acima da meta do Banco Central, que é de 2%.
A taxa de desemprego da Alemanha ficou em 5,5%, pouco abaixo da projeção de 5,6%.
Na sexta-feira (3), sai o indicador mais aguardado da semana: o payroll, folha de pagamentos oficial dos EUA, que dará um panorama de a quantas anda o mercado de trabalho, ponto fundamental na decisão do Federal Reserve (Fed) sobre quando iniciar sua retirada de estímulos da economia (tapering).
O minério de ferro volta a cair com força (mais de 5% no Porto de Dalian), depois de a China voltar a afirmar que se empenhará para conter a alta de preços, a fim de combater o que chama de “especulação excessiva”.
Veja as cotações às 13h15:
Mercados de Nova York
- Dow Jones: +0,10%
- S&P: -0,01%
- Nasdaq: -0,12%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: -0,33%
- FTSE, Reino Unido: -0,40%
- CAC, França: -0,11%
- FTSE MIB, Itália: -0,06%
- Stoxx 600: -0,38%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: +1,08%
- Xangai, China: +0,45%
- HSI, Hong Kong: +0,86%
- ASX 200, Austrália: +0,41%
- Kospi, Coreia: +1,75%
Petróleo
- Brent (novembro 2021): US$ 71,77 (-0,64%)
- WTI (outubro 2021): US$ 68,67 (-0,78%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.818,35 (+0,34%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 125,04 (-5%)