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Ibovespa opera em alta, em linha com Nova York

Ibovespa opera em alta, em linha com Nova York

Os mercados futuros de Nova York iniciam em alta, depois de recuar na véspera. O vai e vem se explica pela incerteza diante dos próximos passos do Fed.

O Ibovespa opera em alta de 0,60%, aos 123.729,19 pontos nesta quarta-feira (26), depois de recuar na véspera.

Em indicadores, destaque nesta quarta-feira (26) para a Sondagem da Construção e para o Índice Nacional da Construção Civil Mercado (INCC), ambos da FGV. Também devem sair os dados sobre mercado de trabalho do Caged de abril. O Banco Central divulga o investimento estrangeiro direto, as transações correntes e a dívida pública em abril.

Na véspera, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o texto da Reforma Administrativa, que segue agora para comissão especial e, depois, para votação em plenário. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que tanto a reforma administrativa quanto a tributária poderão ser finalizadas ainda em 2021.

Em depoimento à CPI da Covid, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, defendeu o uso da cloroquina, mas afirmou nunca ter recebido ordens do ex-ministro da pasta Eduardo Pazuello ou do presidente Jair Bolsonaro para tanto. Ela também isentou o governo de responsabilidade na crise de falta de oxigênio em Manaus.

O Ministério da Economia divulgou hoje os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontando a abertura de 120.935 vagas com carteira assinada. Conforme a Reuters, o número está abaixo do esperado pelo mercado, de 172,500 vagas. Em abril, foram registradas 1.381.767 admissões contra 1.260.832 desligamentos. Já no acumulado do ano, foram 6.406.478 contratações e 5.448.589 desligamentos.

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Segundo o time Macro Research do BTG Pactual digital, apesar do dado abaixo das expectativas, o saldo positivo reflete que, mesmo com retomada das medidas mais rígidas de isolamento social em abril, a atividade econômica segue a trajetória de retomada, principalmente em serviços, setor que mais emprega na economia.

Para os próximos meses, pelas surpresas advindas dos dados de atividade econômica, a estimativa é por uma continua recuperação dos dados formais de trabalho, considerando o início do relaxamento das restrições de circulação em maio.

Além disso, com a prorrogação por mais quatro meses dos programas governamentais que permitem a redução da jornada e, portanto, a redução do salário, as demissões no setor formal devem ser contidas auxiliando a manutenção de dados em patamares positivos.

“Vale ressaltar que sinalizamos uma possível subestimação das demissões, já que o Ministério da Economia está usando um proxy para demissões desde o início do ano”, comenta o time de economistas, formado por Álvaro Frasson, Leonardo Paiva e Luiza Paparounis.

Destaques no Exterior

O vai e vem das bolsas se explica pela incerteza do investidor diante dos próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Ontem (25), dirigentes do Fed voltaram a reforçar que a alta da inflação é transitória e que os estímulos ainda devem ser mantidos por um bom tempo até que a economia se recupere totalmente. A diretora do Fed de São Francisco, Mary Daly, chegou a afirmar que a discussão sobre a redução das compras de títulos existe, mas qualquer ação neste sentido ainda está longe de acontecer.

No mundo corporativo, as big techs vêm sendo alvo de diversas acusações por prejudicarem a livre-concorrência. Alemanha, Irlanda e EUA já têm investigações a respeito.

O minério de ferro tem forte queda, de mais de 6% na Bolsa de Dalian, depois que a China anunciou que vai fortalecer controles de preços das commodities em seu 14° plano quinquenal, de 2021 a 2025, a fim de evitar alta da inflação.

Veja as cotações às 16h:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,13%
  • Nasdaq: +0,54%
  • Dow Jones: -0,03%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,09%
  • FTSE, Reino Unido: -0,04%
  • CAC, França: +0,02%
  • FTSE MIB, Itália: -0,46%
  • Stoxx 600: +0,03%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,31%
  • Xangai, China: +0,34%
  • HSI, Hong Kong: +0,88%
  • ASX 200, Australia: -0,32%
  • Kospi, Coreia: -0,09%

Petróleo

  • Brent (julho 2021): US$ 68,89 (+0,35%)
  • WTI (julho 2021): US$ 66,25 (+0,27%)

Ouro

  • Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.903,30 (+0,28%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 155,49 (-6,05%)