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Bolsa de Valores volta a cair; Nova York opera misto

Bolsa de Valores volta a cair; Nova York opera misto

Os mercados globais operam com tendência de alta. Para onde vão os juros para conter a inflação e os desdobramentos da guerra dominam o debate.

O Ibovespa cai 0,06%, aos 118.959 pontos. 

Destaque nesta sexta-feira (25) para o IPCA-15, prévia da inflação divulgada pelo IBGE, que apontou alta de 0,95% em março, 0,04 ponto percentual abaixo de fevereiro, mas ainda assim a maior variação para um mês de março desde 2015 (1,24%). Em 12 meses, o IPCA-15 soma 10,79%. Alimentos e bebidas representaram o maior impacto no indicador. 

Ainda sobre o tema, ontem o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em coletiva sobre os resultados do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), voltou a afirmar que o Copom enxerga um cenário-base de inflação chegando ao topo de 10,6% no primeiro trimestre do ano, caindo para 6,3% até dezembro. 

E que, neste cenário, a Selic a 12,75% (dos atuais 11,75%) seria suficiente para ancorar as expectativas de inflação. 

Vale lembrar que, ainda assim, a inflação estaria acima do limite superior do intervalo de tolerância (5%) da meta (3,50%).

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A projeção representa aumento de 0,9 ponto porcentual em comparação com o relatório anterior, sendo que pressão inflacionária decorre, principalmente, do preço dos combustíveis devido à alta do petróleo.

A probabilidade de estourar o topo da meta da inflação cenário é de 88%.

A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 foi mantida em 1%.

O BTG Pactual, no entanto, analisando o RTI, reafirma que, além do 1 p.p. aguardado em maio para a Selic, outro 0,5 p.p. deve vir em junho, o que significaria Selic final de 13,25%, permanecendo nesse patamar ao longo do ano. 

gráfico com projeção da Selic pelo BTG

Reprodução/BTG


Ainda em indicadores, a Confiança do Consumidor, da FGV, caiu 3,1 pontos em março, para 74,8 pontos. Para hoje, ainda é aguardado o fluxo cambial semanal. 

Mercados do exterior

S&P e Nasdaq caminham para fechar uma segunda semana de altas, apesar de as negociações entre Rússia e Ucrânia seguirem sem sinais concretos de avanço e membros do Fed apontarem para altas mais pesadas dos juros nos EUA

Para a reunião do Fomc de maio, é aguardado um avanço de 0,5 ponto porcentual dos juros, com outro de igual magnitude previsto para junho.

Até o final do ano, os juros americanos devem estar próximos de 2%. Vale lembrar que, semana passada, os EUA promoveram o início do ciclo de alta de juros, que deve perdurar ainda por um bom período, ao passo que o Brasil já se encontra ao final desse ciclo, na expectativa pela Selic final.  

O diferencial de juros entre os países mais o avanço no preço das commodities vem atraindo capital estrangeiro para o Brasil. 

Sobre a guerra, ontem o presidente Joe Biden afirmou em cúpula da Otan que responderia à altura caso a Rússia usasse armas químicas na Ucrânia.

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,13%
  • S&P: +0,14%
  • Nasdaq: -0,57%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,22%
  • FTSE, Reino Unido: +0,21%
  • CAC, França: -0,03%
  • FTSE MIB, Itália: +0,64%
  • Stoxx 600: +0,11%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,25%
  • Xangai, China: -0,63%
  • HSI, Hong Kong: -0,24%
  • ASX 200, Austrália: +0,12%
  • Kospi, Coreia: -0,20%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 119,91 (+0,74%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 113,25 (+0,81%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.956,00 (-0,31%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 128,40 (+1,30%)