O Ibovespa recua 0,52%, aos 119.590 pontos nesta quarta-feira (25). Os mercados de Nova York operam em alta após oscilarem no início da sessão.
O dado mais relevante do dia é o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, que acelerou de 0,72% em julho para 0,89% em agosto. O impacto maior veio da alta da energia elétrica, seguida por transportes, com aumento de combustíveis, e por alimentos.
O resultado veio acima da projeção de 0,82% do mercado e é o maior para o mês desde 2002. No ano, o indicador acumula alta de 5,81% e nos últimos 12 meses, de 9,30%.
Ainda sobre inflação, o Ipea divulgou ontem (24) a revisão da projeção para a inflação neste ano, a 7,1%. Anteriormente, a previsão era de 5,9%, bem acima do teto da meta do Banco Central (5,25%).
Hoje também saiu a nota do Banco Central com o resultado das Contas Externas e do Investimento Direto Estrangeiro de julho. O déficit em conta corrente é de US$ 1,6 bilhão, ante déficit de US$ 0,6 bilhão em julho de 2020. A projeção era de déficit de US$ 300 milhões.
Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 6,1 bilhões em julho, ante US$ 5,2 bilhões do mesmo mês do ano passado. A expectativa era por US$ 4,5 bilhões.
Ainda em indicadores, a confiança do consumidor caiu 0,4 ponto em agosto ante julho, ficando em 81,8 pontos.
E o IPC-Fipe, que mede a inflação em São Paulo, variou 1,40% na terceira leitura de agosto, ante 1,35% da anterior.
Em Brasília, bastou uma fala do presidente da Câmara, Arthur Lira, garantindo que não houve e não haverá por parte do Congresso rompimento com a responsabilidade fiscal e que o Auxílio Brasil está precificado “dentro do teto” para garantir uma virada na bolsa. Campos Neto, presidente do Banco Central, chamou a atenção para o fato em evento ontem, pedindo que o investidor olhe para “além os ruídos”.
O Senado também aprovou a recondução de Augusto Aras como Procurador Geral da República. A reforma do imposto de renda ficou novamente para depois.
Hoje será retomado no STF o julgamento de recurso sobre a independência do Banco Central.
Mercados externos
Ainda repercute a aprovação definitiva da vacina da Pfizer nos EUA e uma redução no ritmo de novos casos da variante delta do coronavírus.
Mas o tema principal no exterior é mesmo o evento anual do banco central americano, que poderá trazer pistas de quando o Federal Reserve (Fed) dará início à retirada de estímulos. A aposta é que os US$ 120 bilhões mensais sofrerão reduções lentas a partir de novembro, mas sem compromisso com aumento da taxa de juros.
Veja as cotações às 12h05:
Mercados de Nova York
- Dow Jones: +0,18%
- S&P: +0,14%
- Nasdaq: +0,07%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: -0,25%
- FTSE, Reino Unido: +0,24%
- CAC, França: +0,14%
- FTSE MIB, Itália: +0,10%
- Stoxx 600: -0,05%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -0,03%
- Xangai, China: +0,74%
- HSI, Hong Kong: -0,13%
- ASX 200, Austrália: +0,39%
- Kospi, Coreia: +0,27%
Petróleo
- Brent (novembro 2021): US$ 71,15 (+0,14%)
- WTI (outubro 2021): US$ 67,32 (-0,33%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.786,40 (-1,22%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 123,96 (+1,90%)