A bolsa de valores oscila entre altas e baixas nessa segunda-feira (14), influenciada pelo bom humor dos mercados externos, que repercute o início da vacinação nos Estados Unidos, e pelo cenário doméstico.
Perto das 18h, o Ibovespa registrava queda de 0,32%, aos 114.755,46 pontos, depois de, em alguns momentos da manhã, zerar as perdas de 2020, ao bater em 115.700 pontos.
No encerramento de 2019, a bolsa tinha 115.645 pontos.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de outubro subiu 0,86%, abaixo da projeção de 1,10%. O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
No Boletim Focus do Banco Central, a estimativa para o IPCA, considerada a taxa de inflação oficial do país, passou de 4,21% na semana passada para 4,35%. A estimativa para a queda do PIB teve uma ligeria alta, de -4,40% para -4,41%.
Na terça (15), será divulgada a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), com atenção voltada para algum sinal de subida da Selic. O comitê votou por manter a taxa básica de juros em 2%, mas admitindo que o forward guidance pode ser retirado em breve.
No campo político, uma nova crise foi aberta pelo governo, que lançou um plano de vacinação sem datas, que exclui a Coronavac do Instituto Butantan, e que ainda leva a assinatura de pesquisadores que não foram consultados sobre as medidas que o documento inclui.
Também repercute na seara política a eventual indicação do ex-presidente Michel Temer para o Itamaraty. A informação ventilou durante o final de semana. O objetivo do presidente Jair Bolsonaro seria garantir uma aproximação com Joe Biden, presidente eleito dos EUA.
Exterior
As bolsas europeias fecharam predominantemente em alta. Da mesma forma, as bolsas de Nova York registram valorização. Nesta segunda (14) foi iniciada a vacinação nos Estados Unidos, com o imunizante da Pfizer, o mesmo que vem sendo aplicado no Reino Unido. A vacina foi aprovada para uso emergencial pelo FDA, órgão de vigilância sanitária do país. Serão 2,9 milhões de doses destinadas aos estados americanos.
Segue em discussão a aprovação do pacote de estímulos americanos. Deve ser anunciado em breve um projeto bipartidário de parlamentares com valor de US$ 908 bilhões. Há outra proposta em circulação, de US$ 916 bilhões, do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. Mas nenhuma das duas têm garantias de aprovação.
Na quarta-feira (16) tem definição do banco central americano (Fed) quanto à política monetária.
Na Alemanha, começam também na quarta medidas mais rígidas de contenção ao coronavírus, com fechamento de escolas e do comércio não-essencial. As novas medidas não será flexibilizadas por conta de Natal e Réveillon e valem até 10 de janeiro.
Enquanto isso, segue sem desfecho a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que tinham estabelecido último domingo como prazo final das negociações, decidiram fazer um “esforço extra”, apesar de ainda estarem longe de um consenso, como ambos admitem.
Veja as cotações às 17h:
Mercados de Nova York
- S&P: -0,44%
- Nasdaq: +0,50%
- Dow Jones: -0,62%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +0,83%
- FTSE, Reino Unido: -0,23%
- CAC, França: +0,37%
- FTSE MIB, Itália: +0,27%
- Stoxx 600: +0,56%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: +0,30%
- Xangai, China: +0,66%
- HSI, Hong Kong: -0,44%
- ASX 200, Austrália: +0,26%
- Kospi, Coreia: -0,28%
Petróleo
- Brent (fevereiro 2021): US$ 49,78 (-0,38%)
- WTI (janeiro 2021): US$ 46,32 (-0,54%)
Ouro
- Ouro futuro (fevereiro 2021): US$ 1.828,70 (-0,80%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian, China: US$ 147,61 (-3,21%)