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Bolsa de Valores desacelera queda, acompanhando Nova York

Bolsa de Valores desacelera queda, acompanhando Nova York

Como amplamente aguardado pelo mercado, a taxa Selic foi de 11,75% para 12,75%. No comunicado, o Copom deixou em aberto seus passos seguintes.

O Ibovespa opera em forte queda de 2,87%, aos 105.235 pontos nesta quinta-feira (5), no dia seguinte à Super Quarta, em que os bancos centrais de Brasil e EUA aumentaram as taxas básicas de juros.

Como amplamente aguardado pelo mercado, a taxa Selic foi de 11,75% para 12,75% na decisão do Copom de terça-feira (4). 

No comunicado emitido após a decisão, o comitê deixou em aberto seus passos seguintes, considerando “provável” um novo aumento da taxa básica de juros, mas em menor magnitude, na próxima reunião. 

Para o economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz, o comitê sinalizou uma possível continuidade do aperto monetário, mas sem se comprometer. 

“Pode ser uma alta de 0,50 na próxima reunião, o que, inclusive, é o nosso cenário. Mas ao falar em ‘provável’ aumento, o Copom abre espaço para o mercado interpretar que, dependendo dos próximos números de inflação, o ciclo pode ter chegado ao fim agora”, avalia.

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E complementa:

“Vamos aguardar a ata, para entender melhor o que eles quiseram dizer com essa expressão e como eles explicam as projeções de inflação deles, especialmente a do ano que vem, que agora está em 3,4% de 3,1% na reunião anterior”

Por conta da greve dos servidores, o Banco Central suspendeu as próximas divulgações de suas publicações, entre elas o Boletim Focus e o fluxo cambial, mas a ata do Copom, que sai na terça-feira (10) não será afetada.

Taxa Selic: gráfico com evolução

Reprodução/EQI

Mercados do exterior

Também já precificada pelo mercado estava a subida de 0,5% dos juros americanos

O que animou os mercados no final do pregão de ontem (4) foi o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Jerome Powell. 

Powell descartou altas de 0,75 ponto porcentual à frente, indicando uma próxima alta de 0,5 p.p., o que foi interpretado como uma tentativa de “pouso suave” da economia. 

“Isso esfriou as apostas de subida mais rápida dos juros. O mercado reagiu bem na quarta e deu grande confiança para o Fed. Os juros caíram ao longo da curva toda e o mercado de ações também se recuperou bem”, analisa Luís Moran, head da EQI Research

O banco central americano também anunciou o início da redução do balanço patrimonial a partir de 1º de junho.

Além do Fed, os mercados repercutem hoje o resultado ruim do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços da China, que caiu de 42 pontos em março para 36,2 em abril, por conta dos novos lockdowns para conter o avanço da Covid. 

Hoje, o Banco Central da Inglaterra aumentou em 0,25% a taxa básica de juros, que agora está em 1%. Os EUA divulgam os novos pedidos de seguro-desemprego, que ficaram em 200 mil (acima da previsão de 182 mil),um dia antes da publicação do payroll, folha de pagamentos oficial do país, em um cenário de mercado de trabalho aquecido, com altos salários impactando a inflação. 

Veja também:

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -3,12%
  • S&P: -3,55%
  • Nasdaq: -4,99%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,49%
  • FTSE, Reino Unido: +0,13%
  • CAC, França: -0,43%
  • FTSE MIB, Itália: -0,65%
  • Stoxx 600: -0,70%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: fechado por feriado
  • Xangai, China: +0,68%
  • HSI, Hong Kong: -0,36%
  • ASX 200, Austrália: +0,82%
  • Kospi, Coreia: fechado por feriado

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 110,92 (+0,71%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 108,28 (+0,43%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.878,90 (+0,54%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 131,77 (+1,87%)