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Venezuela: commodities estão no centro de atenção; metais ganham força

Venezuela: commodities estão no centro de atenção; metais ganham força

Relatório diz que a Venezuela concentra as maiores reservas comprovadas de óleo do mundo, estimadas em aproximadamente 300 bilhões de barris

As incertezas políticas com relação à Venezuela tendem a manter as commodities no centro das ações no mercado. É o que avalia relatório do banco Santander sobre as perspectivas macroeconômicas da operação do governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, sobre o país sul-americano.

De acordo com o banco, para os investidores, há a importância de adotar uma estratégia de diversificação para mitigação dos riscos, exposição a diferentes oportunidades e maximização do retorno no longo prazo.

“Para os próximos dias, o foco geopolítico recai sobre possíveis desdobramentos no Congresso norte-americano, eventuais novas operações, a reação de países e organismos internacionais e os sinais sobre o redesenho regulatório do setor de petróleo na Venezuela”, diz trecho do relatório.

Venezuela tem maiores reservas provadas de petróleo

O relatório diz que a Venezuela concentra as maiores reservas comprovadas de óleo do mundo, estimadas em aproximadamente 300 bilhões de barris, cerca de 17% do total global. Ainda assim, a produção atual é baixa e inferior ao patamar do fim dos anos 1990.

Com a operação que depôs o então presidente Nicolas Maduro, a reação imediata foi de leve queda dos preços internacionais da commodity, mas uma tendência de longo prazo depende de estabilidade política, regras claras para investimento e capacidade de recuperar infraestrutura, o que tende a ser um processo lento e custoso, conforme avaliou o relatório do banco.

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“Ações de empresas do setor de energia nos Estados Unidos avançaram, refletindo a percepção de que a intervenção pode abrir espaço para investimento e reestruturação da indústria venezuelana ao longo do tempo, ainda que com riscos elevados. Na Europa, ações do setor de defesa atingiram máximas após o ocorrido”, diz outro trecho do relatório.

Por outro lado, enquanto o petróleo passou por uma hesitação, os metais subiram forte. Com o aumento das tensões, investidores buscaram ativos vistos como proteção, principalmente o ouro e a prata. O cobre também ganhou tração, próximo do recorde histórico perto de US$ 13 mil por tonelada. Além do componente geopolítico, o metal tem sido sustentado por preocupações de oferta, riscos de tarifas e pela relevância na transição energética.

Como foi a operação

O noticiário internacional deste sábado (3) foi dominado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo a Venezuela e seu líder, Nicolás Maduro. Em coletiva de imprensa, Trump afirmou que forças norte-americanas capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, durante uma operação militar que teria incluído bombardeios concentrados em pontos estratégicos do país.

Segundo o presidente dos EUA, Maduro deverá ser julgado sob a acusação de “narcoterrorismo”. Trump ressaltou que a ação não teve motivação exclusivamente política e estaria ligada, segundo ele, ao combate ao tráfico internacional de drogas com destino ao território americano.

Ainda de acordo com Trump, a operação também teria como objetivo retomar o controle sobre ativos petrolíferos da região. Em sua fala, o presidente acusou o regime venezuelano de se apropriar de recursos que, segundo ele, teriam origem em investimentos históricos dos Estados Unidos na indústria de petróleo do país. “Roubaram bilhões de dólares de nós”, declarou, ao afirmar que as receitas do setor teriam sido usadas para financiar conflitos fora do continente.

No mesmo discurso, Trump reiterou que o bloqueio ao petróleo venezuelano será mantido e afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estariam “em posição”. Disse ainda que seu governo avalia “o futuro da Venezuela”. A mensagem foi interpretada não apenas como um sinal ao público interno, mas também como um recado ao cenário internacional, ao reunir em um mesmo contexto temas como energia, influência geopolítica e segurança regional.

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