O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o líder ucraniano Volodymyr Zelensky como um “ditador sem eleições” e sugeriu que ele precisa agir rapidamente para evitar que a Ucrânia perca mais territórios.
“Ele é um ditador sem eleições. É melhor agir Zelensky rápido ou ele não vai ter um país sobrando. Enquanto isso, estamos negociando com sucesso o fim da guerra com a Rússia”, declarou Trump, em uma postagem em sua rede social, a Truth Social.
A fala ocorre em meio a negociações entre representantes dos Estados Unidos e da Rússia na Arábia Saudita, das quais a Ucrânia foi excluída. O governo ucraniano reagiu com indignação às declarações, acusando Trump de estar propagando desinformação russa sobre o conflito.
Zelensky rebate e acusa Trump de desinformação
O presidente ucraniano respondeu duramente às declarações de Trump, acusando-o de estar “preso em uma bolha de desinformação russa” e afirmou que sua permanência no poder segue as normas previstas pela legislação ucraniana. Seu mandato, que duraria cinco anos, terminou no ano passado, mas a lei ucraniana permite a continuidade de um mandato sem eleições, em tempos considerados de guerra.
“O presidente Trump vive em um espaço de desinformação criado pela Rússia. A Ucrânia não iniciou esta guerra. Foi a Rússia quem invadiu nosso país, e qualquer narrativa diferente disso é uma distorção dos fatos”, afirmou Zelensky.
O líder ucraniano também desmentiu a alegação de Trump de que sua aprovação popular seria de apenas 4%, afirmando que tal número é mais uma informação falsa propagada pelo Kremlin. “Qualquer tentativa de substituí-lo fracassará”, declarou.
Críticas à Europa e negociações com a Rússia
Além dos ataques ao presidente ucraniano, Trump criticou a postura da Europa em relação ao conflito, argumentando que a guerra na Ucrânia “é muito mais importante para a Europa do que para os Estados Unidos”.
“Temos um grande e belo oceano como separação”, disse Trump, minimizando a relevância do conflito para os americanos e afirmando que a Europa “falhou em trazer a paz” para a região.
As declarações do ex-presidente reforçam sua posição de distanciamento da Ucrânia e sua abordagem de negociação direta com a Rússia para encerrar a guerra. No entanto, as afirmações geram preocupações entre aliados europeus, que temem que a posição de Trump, mais alinhada à Rússia, resulte em uma redução do apoio militar e financeiro dos EUA.
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