O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou, na segunda-feira (18), uma investigação para apurar um possível uso indevido de recursos públicos no festival de música denominado “Janjapalooza“.
O evento, oficialmente chamado Aliança Global Festival Contra a Fome e a Pobreza, aconteceu na semana passada durante o G20 Social, evento paralelo à Cúpula do G20, no Rio de Janeiro.
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Investigação do “Janjapalooza”
A solicitação para a investigação partiu do deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que denunciou ao TCU a “malversação de recursos públicos” e o “suposto superfaturamento” do evento.
“A utilização de recursos públicos para a realização de shows em meio à crise econômica que assola o país viola os princípios norteadores da administração pública, em especial da moralidade pública”, diz trecho do documento.
Sanderson também menciona os valores de patrocínio pagos por empresas estatais. Segundo o relatório, a Itaipu Binacional e a Petrobras desembolsaram R$ 33,5 milhões para o festival. Além dessas, o Banco do Brasil, o BNDES e a Caixa Econômica Federal também repassaram recursos para o evento.
“Não é admissível que recursos públicos sejam utilizados de forma questionável, principalmente em um momento em que o Brasil exige austeridade e responsabilidade fiscal. Esse tipo de gasto afronta os princípios básicos da gestão pública”, disse o deputado.
A iniciativa contou com o apoio da primeira-dama, Janja da Silva, e ficou conhecida pelo apelido “Janjapalooza“, em referência à esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, Janja não aprovou a denominação.