A economia brasileira registrou um desempenho abaixo do mercado no mês de março, aponta o indicador IBC-Br divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (18).
Os números ficaram em uma queda de 0,67% em comparação ao mês de fevereiro, abaixo das estimativas.
A BGC Liquidez, por exemplo, esperava uma redução de 0,37% na passagem mensal, enquanto a mediana do mercado apontava para -0,4%.
Já na variação trimestral, o crescimento foi de 1,3%, com destaque para indústria (+1,3%), seguido pelo agronegócio (+1%) e serviços (1%).
“Sem considerar o agronegócio, a queda foi mais expressiva na comparação mensal, com retração de 0,9%”, ressalta Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.
Na comparação anual, o setor de serviços teve alta de 4% e agropecuária +2,3%.
Com o resultado do IBC-Br, o carrego para o próximo trimestre é de -0,16%, aponta a BGC.
Par ao banco Safra, nos próximos meses, a atividade deve seguir condicionada à política monetária restritiva. Segundo os economistas Eduardo Yuki e Mailliw Serafim, o nível ainda elevado de comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida tende a limitar a expansão do consumo, mesmo em um contexto de mercado de trabalho ainda resiliente.
“Assim, avaliamos que a economia deverá apresentar crescimento moderado ao longo de 2026, com tendência de acomodação da atividade após a recuperação observada no início do ano”, pontuam Yuki e Serafim.
Relatório Focus
As expectativas do mercado financeiro para a inflação e os juros voltaram a piorar na semana, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central do Brasil.
Os dois indicadores que mais chamam atenção no documento são o IPCA e a taxa Selic: a projeção para a inflação oficial de 2026 subiu pelo décimo mês consecutivo, chegando a 4,92%, enquanto a expectativa para os juros básicos avançou 25 pontos-base em relação à semana anterior, de 13% para 13,25% ao ano.
O resultado reforça o cenário de política monetária restritiva por um período mais longo.
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